Libertários bleeding heart são libertários de esquerda? – conversa que tive com Roderick Long

Roderick Long e eu tivemos uma pequena conversa na page do blog “Bleeding Heart Libertarians” no facebook, sobre a questão de ser o libertarianismo bleeding heart (“de coração mole/ferido”) uma forma de libertarianismo de esquerda (left-libertarianism).

Roderick Long é um reconhecido left-libertarian, e bloga no blog “Bleeding Heart Libertarians”, defendendo uma versão desta corrente que é diferente do liberalismo neoclássico ou “strong bleeding heart libertarianism” que o Matt Zwolinski, Jason Brennan, Kevin Vallier e outros naquele blog defendem, bem como que eu defendo aqui. Long foi a 1ª pessoa que usou o termo “bleeding heart libertarianism”, ao qual devemos esta alcunha.

Ele é professor de filosofia na Universidade Auburn, e presidente do Molinari Institute e da Molinary Society. Ele tem os blogs “Austro-Athenian Empire” (http://aaeblog.com/) e “Praxeology” (http://praxeology.net/), e também é um membro sênior (senior fellow) no Ludwig von Mises Institute.

A conversa ocorreu nos dias 08 e 09 de junho de 2013, e é acessível na page do blog BHL. Neste post, pretendo trazer algumas noções preliminares sobre o que discuti com Long, relatar como foi essa conversa, tirar algumas conclusões e, por fim, transcrever a discussão em inglês, onde o que Long escreveu estará em negrito e o que eu escrevi estará em letra normal. Qualquer coisa, perdoem meu inglês, leio muito melhor do que escrevo. Também abrirei um tópico para deixar sites em inglês e português onde pode ser consultado material sobre a corrente do “livre mercado anti-capitalista”.

1. Noções preliminares sobre libertarianismo de esquerda, “livre mercado anti-capitalista” e alguns autores citados por Roderick Long

Libertarianismo de esquerda (left-libertarianism), em um sentido mais estrito que é representado pela “Alliance of the Libertarian Left” (que Long chama em nossa conversa de ALL), significa variantes libertárias que, ao aceitarem o livre mercado, assumem que este importará em uma forma de economia substancialmente diferente do atual capitalismo realmente existente, sendo menos dominada por grandes empresas e onde os trabalhadores terão mais opções fora do trabalho assalariado, de modo que o objetivo socialista originário anti-estatista – os trabalhadores serem (ao menos potencialmente) donos dos meios de produção e terem mais controle sobre suas vidas e trabalho – pode ser alcançada em mercados adequadamente libertos de monopólios criados pelo Estado, sendo que a maioria defende uma sociedade sem Estado. Atualmente, existem duas variedades principais: a rothbardiana de esquerda, com análise econômica ligada a Murray Rotbhard, e a mutualista, com análise econômica que remonta a Pierre-Joseph Proudhon (RICHMAN, 06/01/2013). Long defende a versão rothbardiana e Kevin Carson, a mutualista, nos dias atuais.

Um termo criado por Kevin Carson para designar essa corrente é “Free-Market Anti-Capitalist” (livre mercado anticapitalista). A defesa do livre mercado anticapitalista remonta aos inícios do movimento operário europeu no século XIX, onde, segundo Roderick Long no ensaio “Libertarianism Means Worker Empowerment” (10/07/2012), teóricos libertários como Thomas Hodgskin, Herbert Spencer, Lysander Spooner, Benjamim Tucker, Voltairine de Cleyre e Dyer Lum advogaram a substituição, total ou parcial, do sistema de salário e de firmas hierárquicas, em favor de uma economia em que trabalhadores fossem geralmente proprietários independentes ou membros de cooperativas de trabalho, ou seja, um mundo sem chefes. Ao verem o poder estatal e o poder dos negócios como dois lados de um mesmo sistema opressivo, conclui Long, eles eram libertários, porque eram ativistas pró-trabalhador, e eles eram ativistas pró-trabalhador, porque eram libertários. Muitos deles se denominavam de “socialistas”, mesmo defendendo mercados livres e relações sociais voluntárias.

No livro “Markets Not Capitalism: individualist anarchism against bosses, inequality,  corporate power,and structural poverty”, editado por Gary Chartier e Charles W. Johnson, que é altamente recomendado para se ter uma visão global dessa corrente, esclarece em sua introdução que anarquistas de mercado defendem a propriedade individual, contratos e trocas voluntárias, livre competição entre compradores e vendedores, descoberta empreendedora e ordem espontânea (em que negociações descentralizadas, trocas e empreendedorismo convergem para produzir coordenação em larga escala), mas sua posição anticapitalista significa que eles insistem: 1) na tendência centrífuga dos mercados para difundir riqueza e dissolver fortunas (com um efeito centrífugo sobre rendas, títulos de propriedade, terra e acesso ao capital) ao invés de concentrá-las na elite socioeconômica; 2) nas possibilidades radicais do ativismo social de mercado incluindo solidariedade, mutualidade e sustentabilidade; 3) na rejeição das relações econômicas statist-quo (status quo estatista), distinguindo cuidadosamente o livre mercado de uma retórica que tenta defender as distribuições de riqueza e divisões de classe atualmente existentes; 4) na regressividade da regulação, segundo a qual o problema da coordenação (empecilhos à livre troca) são gerados por meio de privilégios ao capital estabelecido, em desfavor dos competidores de pequena escala e da classe trabalhadora; 5) na despossessão e retificação, segundo a qual o problema da propriedade (má distribuição de títulos de propriedade) deriva de injustiças passadas que privaram as pessoas de acesso à propriedade e posse produtivas e que é preciso abordar a retificação dessas injustiças passadas. (CHARTIER; JOHNSON; p. 2-4)

Dessa forma, segundo Charles Johnson no texto “Libertarian Anticapitalism” (18/08/2011), o livre mercado não produz capitalismo na acepção nem de predomínio do trabalho assalariado e da firma hierárquica corporativa, nem de uma sociedade dominada pelo lucro onde há a prevalência de uma cultura comercial sobre todos os aspectos da vida.

Agora, cabe destacar que Long citou alguns autores, sobre os quais falarei um pouco. Murray Rothbard foi um anarco-capitalista e Noam Chomsky é um anarquista de esquerda (não defende o livre mercado), e Long cita-os como exemplos de uma forma radical de liberalismo e de uma concepção esquerdista radical de justiça social, respectivamente. Já Friedrich Hayek foi um economista austríaco liberal clássico e John Rawls foi um teórico político liberal igualitário que defendia uma concepção de justiça social que permitia as desigualdades desde que estas estivessem projetadas de modo a melhorar a situação dos menos favorecidos na sociedade (o princípio da diferença).

2. Relato da conversa com Roderick Long sobre a relação entre bleeding heart libertarianism e left-libertarianism

Minha reflexão sobre a relação entre bleeding heart libertarianism e left-libertarianism surgiu a partir de um comentário feito por alguém, na page do blog “Bleeding heart Libertarians” no facebook, em 11/05/2013, questionando o porquê de os libertários bleeding heart simplesmente não chamarem a si mesmos de libertários de esquerda.

Um dos administradores da page (não tenho como afirmar quem era) respondeu que o termo left-libertarian tem significados bem enraizados e específicos, apesar de ser verdade que substancialmente os libertários bleeding heart estejam na margem esquerda do espectro libertário (left end of the libertarian spectrum). Em suma, respondeu que esse seria o motivo para evitar essa associação com um termo mais específico, enquanto alguns que blogam, como Roderick Long e Gary Chartier, chamam a si mesmos tanto de libertários bleeding heart como de libertários de esquerda.

No último sábado, 08/06/2013, resolvi postar na page do blog minha pequena reflexão sobre a relação entre o “livre mercado anticapitalista” e o bleeding heart libertarianism em sua versão “forte”, “liberal neoclássica”.

Escrevi basicamente que os defensores do “livre mercado anticapitalista” são libertários de esquerda, porque eles usam a linguagem da esquerda socialista, mas defendem os conceitos sem associá-los com estatismo, governo grande e afins. Dessa forma, libertários bleeding heart em sua versão “forte” (termo usado por Matt Zwolinski) ou “liberal neoclássica” (termo usado por Jason Brennan e John Tomasi) poderiam ser considerados libertários de esquerda, porque usam a linguagem da esquerda liberal igualitária, mas defendem os conceitos sem associá-los com estatismo, governo grande e afins. E deixei o questionamento se isso seria uma forte razão para entender o bleeding heart libertarianism como libertário de esquerda.

Roderick Long respondeu meu comentário, afirmando que existe o gênero “libertarianismo bleeding heart”, que significa qualquer versão de libertarianismo que incorpora preocupações esquerdistas acerca de justiça social. Essa corrente pode subdividir-se em, pelo menos, duas versões. Com uma certa simplificação, existiria a versão Chartier/Carson (libertária de esquerda no sentido da Alliance of the Libertarian Left) e a versão Zwolinski/Tomasi, sendo que esta difere daquela pelo fato de que a primeira baseia-se em formas mais radicais tanto de libertarianismo como de justiça social esquerdista. Em uma comparação, seria “Rothbard encontra Chomsky” como oposto à “Hayek encontra Rawls”, respectivamente.

Indaguei então se o termo “libertário de esquerda” sempre deveria estar associado a um formato radical, uma vez que o termo “libertário de direita” abrange moderados e radicais. Long respondeu-me que o termo “left-libertarianism” foi usado de várias maneiras por várias pessoas, mas quando usado por pessoas ou para falar de pessoas como ele mesmo, Kevin Carson, Gary Chartier, Charles W. Johnson e Sheldon Richman, ou para designar a Alliance of the Libertarian Left, é um sentido radical que está sendo apresentado.

Então, afirmei que conhecia esse uso do termo, mas indaguei a ele se poderia concordar que a versão de Zwolinski/Tomasi estava na margem esquerda do espectro libertário (left end of the libertarian spectrum), afinal de contas, minha sugestão com o post seria a existência de uma analogia entre o libertarianismo de esquerda em um sentido estrito e o liberalismo neoclássico, pelo uso de linguagem ou conceitos esquerdistas, que poderia fornecer uma razão para o bleeding heart libertarianism em geral ser uma forma de libertarianismo de esquerda em sentido mais amplo, mesmo que a versão de Zwolinski/Tomasi incorpore visões padrões do libertarianismo de direita.

Long me respondeu que poderia concordar que, em sua maior parte, a versão de Zwolinski/Tomasi para o libertarianismo bleeding heart estava na margem esquerda do espectro libertário.

Também é digno de nota mencionar que, ao responder para outra pessoa que comentou nesse meu post, Long comentou que o gênero do bleeding heart libertarianism inclui tanto uma variedade radical (“Rothbard encontra Chomsky”) como uma variedade liberal (“Hayek encontra Rawls”) e que o anarquismo, apesar de mais associado com a variedade radical, também está presente na variedade liberal, por intermédio de Kevin Vallier. A variedade radical caracteriza-se por ser mais radicalmente esquerdista e mais radicalmente libertária.

3. Conclusões obtidas a partir dessa conversa

Geoffrey Brennan e Michael Munger comentam, no working paper “The Soul of James Buchanan?” (fazendo um jogo de palavras com o ensaio de James Buchanan nomeado “The Soul of Classical Liberalism”), que James Buchanan, expoente da teoria da escolha pública, era um autodenominado “liberal clássico” e isso era para ele uma matéria de convicção intelectual, ao invés de uma inclinação pessoal, que ele sempre reconheceu como mais próxima de ser “socialista libertária” (BRENNAN; MUNGER, p. 5).

Eu não sei exatamente o que Buchanan definia como “socialista libertário” (talvez não algo ligado a uma apreciação positiva do livre mercado, como fazem os libertários de esquerda de que falamos), mas devo dizer que eu tenho muitas afinidades pessoais pelas ideias dos “anticapitalistas de livre mercado”. Quando eu estava conhecendo o libertarianismo em 2008, muito me atraiu positivamente o texto “Socialismo de Estado e Anarquismo: até onde concordam e em que diferem”, de Benjamin Tucker (tradução disponível no blog Libertyzine, feita por Erick Vasconcelos), onde este menciona um historiador e jornalista francês, Ernest Lesigne, que escreveu uma série de antíteses entre o socialismo estatista e o socialismo libertário. A série contém o seguinte trecho:

“O primeiro [estatista] deseja instruir a todos. / O segundo [libertário] deseja habilitar todos para instruírem a si mesmos. / O primeiro deseja sustentar a todos. / O segundo deseja habilitar todos para sustentarem-se. / Um diz: / A terra para o Estado. / A mina para o Estado. / A ferramenta para o Estado. / O produto para o Estado. / O outro diz: / A terra para o cultivador. / A mina para o mineiro. / A ferramenta para o trabalhador. / O produto para o produtor.”

Não acredito que este ideal ‘socialista libertário’ acima descrito, onde os trabalhadores tornam-se donos de seus meios de produção, dos recursos que exploram com seu trabalho e do produto de seu labor, possa ser descrito como algo menos que uma meta fascinante. Quão diferente poderia ter sido a história do mundo se a distribuição da propriedade no passado tivesse sido feita de modo a reconhecer direitos para as pessoas que realmente trabalhavam e produziam, ao invés das elites político-econômicas dominantes, desde nobres feudais na Europa até latifundiários escravocratas no Brasil colônia!

Contudo, não compartilho de muitas das ideias dos “anticapitalistas de livre mercado”. Considero que a meta liberal neoclássica para os trabalhadores seja uma aproximação mais realista daquele ideal, conforme descrita por Jason Brennan em “My Bottom Line on Worker Freedom”: no mundo real, a longo prazo, a melhor maneira de libertar os trabalhadores é produzir níveis altos de riqueza e oportunidade, de tal forma que os empregadores se deparam com séria pressão econômica para se comportar bem; queremos libertar trabalhadores por fazer deles ricos e possibilitar que eles tenham bastante opções; advogamos liberdades econômicas, formais e negativas, em parte significativa, porque tais liberdades são vitais para realizar liberdade econômica positiva; e, se for demonstrado empiricamente que certos esquemas de segurança social governamental são necessários para fazer que grandes massas de pessoas inocentes não sejam deixadas para trás, então nós advogaremos tais esquemas. (BRENNAN, 6/7/2012)

E, por outro lado, tenho mais interesse em dialogar com a esquerda liberal igualitária, de figuras como John Rawls e Ronald Dworkin, do que com a esquerda socialista, seja marxista ou não-marxista. Rawls e Dworkin eram proeminentes defensores de que direitos individuais devem receber primazia perante objetivos sociais, apesar de não terem apreciado adequadamente o valor das liberdades econômicas!

Agora, se existe uma lição que está internalizada em mim oriunda dos “libertários de esquerda”, é a atitude de defender o “livre mercado”, sem me denominar um defensor do “capitalismo”. Se você pesquisar no meu blog pela palavra “capitalismo”, quase metade das ocorrências corresponderá a um uso do termo de modo pejorativo, associando-o com adjetivos negativos como “selvagem” ou “de compadrio”, enquanto o restante será por ter citado outras pessoas.

Importa defender o livre mercado, e não o predomínio dos homens de negócios frios e lúcidos que, segundo Max Weber, comandam o capitalismo e “de quem se pode dizer, em resumo, que são tecnocratas sem alma e hedonistas sem coração” (WEBER apud BIÉLER, p. 638). Independente de até que ponto tal imagem corresponde à realidade da classe empresarial atual ou pretérita, certamente tal predomínio não é o objetivo dos libertários.

Pelo contrário, como diria James Buchanan, em “The Soul of Classical Liberalism”, a partir do desejo individual de ser livre do poder coercitivo dos outros e da ausência de desejo de exercer poder sobre os outros, em uma operação idealizada de uma ordem de mercado estendida, cada pessoa se confrontaria com opções de saída sem custos de cada mercado, de modo que se eliminaria totalmente qualquer poder discricionário que alguém poderia ter em relação às pessoas com que realizasse trocas (BUCHANAN, p. 117).

E, por fim, concluo que a variante liberal do libertarianismo bleeding heart, que defendo, está posicionada “à esquerda” no quadro teórico do libertarianismo. Com o endosso da justiça social e da justiça distributiva, estamos dispostos a justificar, pelo menos em parte, as instituições libertárias por meio do critério da justiça social e, ainda mais, revisá-las se preciso for. Não somos “libertários de esquerda” na acepção usual do termo, nem “anticapitalistas de livre mercado”, mas estamos dispostos a avaliar o quanto a livre troca e robustos direitos de propriedade podem ser realmente a melhor opção para beneficiar as pessoas menos favorecidas ao longo do tempo, e promover algum grau de redistribuição complementar governamental, se indispensável para satisfazer esse critério de justiça social. Apesar de aceitarmos muitas visões padrões da direita libertária, a justificativa para isso soa um tanto quanto “de esquerda”.

4. Transcrição da conversa em inglês entre eu e Roderick Long

[Eu, em 8/6/2013]:

I’ve thought about relationship between left-libertarianism and bleeding heart libertarianism.

‘Free market anti-capitalist’ (denomination used by Roderick Long and Kevin Carson) is left-libertarian, because it use the language of the ‘socialist left-wing’, but advocate the concepts without ‘statism’, ‘big government’, and so on.

‘Strong Bleeding Heart Libertarianism’ (used by Matt Zwolinski) or ‘neoclassical liberalism’ (used by Jason Brennan and John Tomasi) would be considered left-libertarian, because it use the language of the ‘high liberal left-wing’ (or ‘egalitarian liberal left-wing’), but advocate the concepts without ‘statism’, ‘big government’ and so on. Is this consideration one strong reason to understand BHL as left-libertarian?

[Roderick Long, em 8/6/2013]:

Well, there’s the genus BHL, which is any version of libertarianism that incorporates lefty social-justice concerns. It comes in (at least) two forms. Oversimplifying somewhat, I’d say the Chartier/Carson version (“left-libertarian” in the ALL sense) and the Zwolinski/Tomasi version differ mainly in that the Chartier/Carson version draws on both more radical forms of libertarianism and more radical forms of lefty social justice. In other words, Rothbard-meets-Chomsky as opposed to Kayek-meets-Rawls.

[Roderick Long, novamente, em 8/6/2013]:

Um, that should be Hayek, not Kayek.

[Eu, em 9/6/2013]:

I’m understanding your point. But, in your opinion, is ‘left-libertarianism’ always one radical form of liberalism? Right-libertarianism includes radical and moderate forms of liberalism..

[Roderick Long, em 9/6/2013]:

The term “left-libertarianism” has been used in various ways by various people. But when it’s used by or about people like me and Kevin Carson and Gary Chartier and Charles W. Johnson and Sheldon Richman, or the Alliance of the Libertarian Left, it’s the radical sense that’s in play.

[Eu, em 9/6/2013]:

Yes, I know this use of the term. But would you agree than the Zwolinski/Tomasi version are on the left end of the libertarian spectrum? That is my question: I’m suggesting in this post that the analogy between ‘left-libertarians in strictu sensu’ and ‘neoclassical liberalism’, in the use of lefty language or lefty concepts, provides reason for BHL in general to be one form of the left-libertarianism, even that Zwolinski/Tomasi version incorporates standard right-libertarian views.

[Roderick Long, em 9/6/2013]

“But would you agree than the Zwolinski/Tomasi version are on the left end of the libertarian spectrum?” For the most part, yes.

[Roderick Long, em 9/6/2013, em resposta ao comentário de outra pessoa nessa minha postagem]:

a) Some of us BHLs ARE anarchists (on the website, e.g., Chartier and myself, as well as guest bloggers Johnson and Carson). I’m using BHL as the genus that includes both the radical (Rothbard-meets-Chomsky) and liberal (Hayek-meets-Rawls) varieties. b) Anarchism isn’t the only issue. After all, Kevin Vallier is an anarchist, but I’d put him in the liberal camp. There’s a constellation of issues, both lefty and libertarian, and being more radically lefty AND more radically libertarian gets you in our camp.

5. Indicações de site em inglês e português com material sobre libertarianismo de esquerda e “livre mercado anticapitalista”

a) Em português:

A Esquerda Libertária: mercados libertos e voluntarismo –> http://aesquerdalibertaria.blogspot.com.br/

Libertyzine –> http://libertyzine.blogspot.com.br/

b) Em inglês:

Austro-Athenian Empire –> http://aaeblog.com/

Praxeology –> http://praxeology.net/

Mutualist.org: free market anti-capitalism –> http://www.mutualist.org/

Mutualist blog: free market anti-capitalism –> http://mutualist.blogspot.com.br/

Alliance of the Libertarian Left –> http://praxeology.net/all-left.htm

Publicação “The Radical Industrial” –> http://praxeology.net/industrial-radical.htm

Center for a Stateless Society: A Left Market Anarchist Think Thank & Media Center –> http://c4ss.org/

Molinari Institute –> http://praxeology.net/molinari.htm

Referências:

Page do blog “Bleeding Heart Libertarians” no facebook –> https://www.facebook.com/BHLBlog

RICHMAN, Sheldon. Libertarian Left: Free-market anti-capitalism, the unknown ideal. Original publicado em ‘The American Conservative’, em 03/02/2011. Acessado em texto no Center for a Stateless Society, republicado em 06/01/2013 –> http://c4ss.org/content/16089

LONG, Roderick Tracy. Libertarianism Means Worker Empowerment. Em 10/07/2012 –>  http://bleedingheartlibertarians.com/2012/07/libertarianism-means-worker-empowerment/

CHARTIER, Gary; JOHNSON, Charles M. Introduction. In: CHARTIER, Gary; JOHNSON, Charles M. (organizadores). Markets Not Capitalism: individualist anarchism against bosses, inequality,  corporate power,and structural poverty. Minor Compositions, 2011 –> http://radgeek.com/gt/2011/10/Markets-Not-Capitalism-2011-Chartier-and-Johnson.pdf

JOHNSON, Charles. Libertarian Anticapitalism. Em 18/08/2011 –>  http://bleedingheartlibertarians.com/2011/08/libertarian-anticapitalism/

BRENNAN, Geoffrey; MUNGER, Michael. The Soul of James Buchanan? Duke University, Working Paper 13.0429 –> http://polisci.duke.edu/uploads/media_items/ppe-working-paper-13-0427.original.pdf

TUCKER, Benjamin. Socialismo de Estado e Anarquismo: até onde concordam e em que diferem. Publicado originalmente no jornal Liberty 5.16, no. 120 (10 de março de 1888), pp.2-3, 6. Tradução de Erick Vasconcelos –> http://libertyzine.blogspot.com.br/2007/02/socialismo-de-estado-e-anarquismo-at.html

BRENNAN, Jason. My Bottom Line on Worker Freedom, 6/7/2012 –> http://bleedingheartlibertarians.com/2012/07/my-bottom-line-on-worker-freedom/

BUCHANAN, James. The Soul of Classical Liberalism. The Independent Review, v. V, n.1, Summer 2000, ISSN 1086-1653, Copyright © 2000, pp. 111–119 –> http://www.indiapolicy.sabhlokcity.com/philosophy/buchanansoul.pdf

WEBER, Max apud (citado em) BIÉLER, André. O Pensamento Econômico e Social de Calvino. Tradução de Waldyr Carvalho Luz. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana S/C, 1990 (obs: o livro de Max Weber citado é o “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”)

5 respostas em “Libertários bleeding heart são libertários de esquerda? – conversa que tive com Roderick Long

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