Não é só a esquerda que exibe convicções políticas para obter parceiros sexuais

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No ano passado, um colunista conservador da Folha de São Paulo, Luís Felipe Pondé, escreveu um artigo chamado “Por uma direita festiva“. Ele defende que existe um grande problema para os homens jovens da direita ou liberais: falta de acesso sexual às mulheres jovens do meio universitário. Em suas palavras,

“Ser jovem e liberal é péssimo para pegar mulher. Este é o desafio maior para jovens que não são de esquerda.

Um dos maiores desafios dos jovens que não são de esquerda não é a falta de acesso a bibliografia que seus professores boicotam (o que é verdade), nem a falta de empregos quando formados porque as escolas os boicotam (o que também é verdade), mas sim a falta de mulheres jovens, estudantes, que simpatizem com a posição liberal (como se fala no Brasil) ou de direita (quase um xingamento).”

Essa direita liberal é identificada por Pondé como todo direitista que não apoia regimes ditatoriais, “não estou falando de gente que gosta de tortura, tá?”, segundo ele mesmo. Na verdade, ele está falando principalmente da direita conservadora que se identifica com o liberalismo econômico e a democracia constitucional, não com o fascismo ou a supremacia branca. Ele não está falando de liberais progressistas, notem.

Mas esses direitistas encontram uma grande barreira sexual e afetiva no meio universitário, porque a disseminação de ideias de esquerda entre a população universitária do sexo feminino fez com que a adesão às ideias de esquerda fossem um pré-requisito para sexo ou relações afetivas com muitas dessas jovens:

“A esquerda festiva (que é quase toda ela) reproduziu porque teve muitas mulheres à mão. Imagine papos como: “Meu amor, se liberte da opressão sobre o corpo da mulher!”. Agora, imagine que você esteja num diretório de ciências sociais no final da noite ou num apê sem pai nem mãe (dela) por perto. Um pouco de vinho barato, quem sabe, um baseado? Um som legal, uma foto grande do Che (aquele assassino chique) na parede.

Ou imagine você dizendo para uma menina bonitinha algo assim: “O capital mata crianças de fome na África!”. Mesmo sendo ela uma jovem endurecida pela batalha contra a opressão da mulher (por isso tenta desesperadamente ser feia), seu coração jorrará ternura.

Imagine a energia de uma manifestação! Braços dados ou não, mas caminhando e cantando. Imagine a fuga, correndo juntos da polícia. Os corações batendo juntos!

E claro, imagine vocês no bar da faculdade (matando a aula, porque quem assiste aula não pega mulher): muita cerveja, muitas juras de revolta contra as injustiças sociais, muitas citações de Marx e Foucault.”

Sua conclusão é que a direita (masculina) precisa ser festiva também, e ajustar seu discurso para se tornar mais competitiva no mercado da escolha sexual feminina:

“O canal para uma direita festiva é: fale de liberdade, do sofrimento humano, de corpo, discuta documentários, diga que a vida não tem sentido, mas que a beleza existe, não se vista como o Sheldon, viaje para a Islândia, e (pelo amor de Deus!) não fale de economia. As meninas destetam economia, essa “ciência triste”, porque atrapalha a alegria da vida.”

E alega ainda que isto é justificado pelo darwinismo:

“Eu sei: vão dizer que estou afirmando que discutimos papo cabeça para pegar mulher, mas, lamento, é isso mesmo que estou dizendo, pelo menos em parte. Acordei hoje numa “vibe” darwinista. Sorry.”

Mas o fato é que o texto de Pondé não é suficientemente darwinista: primeiro, caso o fosse, não teria a afirmação ingênua de que, sem conversa e álcool, “mais da metade das meninas não iam querer transar –principalmente quando descobriram a dor do parto”.

Mesmo que os homens tendam em média a serem mais promíscuos, isso não significa que mulheres não se importam com sexo ou que não se interessam por múltiplos parceiros: as fêmeas humanas também podem maximizar seu sucesso reprodutivo acasalando-se com múltiplos parceiros, em determinadas situações.

Portanto, as nossas ancestrais passaram por seleção de traços comportamentais que as permitissem adotar uma estratégia mais “poliândrica” ou “extraconjugal” em determinadas circunstâncias, ainda que com as limitações impostas pelo custo e risco da gravidez.

Mas o fato de Pondé costumeiramente tentar justificar o sexismo e o patriarcado recorrendo à psicologia evolucionária, de modo pífio, não é minha crítica nesta ocasião. A crítica principal é que um texto suficientemente darwinista teria apontado que pessoas de todas as orientações políticas exibem suas convicções para atrair parceiros sexuais.

Isso ocorre porque as diferenças em convicções políticas das pessoas estão, na média, correlacionadas com diferenças em traços de personalidade e mesmo de habilidade cognitiva. E são estes traços comportamentais e cognitivos que tentamos exibir na hora de atrair parceiros sexuais e aliados sociais.

Os cinco fatores de personalidade são: abertura à experiência, conscienciosidade, afabilidade, extroversão e estabilidade (emocional).  Abertura à experiência mede o grau de “curiosidade, busca pela novidade, abertura da mente, interesse em cultura, ideias e estética” (MILLER, p. 204). Conscienciosidade mede o grau de “autocontrole, força de vontade, confiabilidade, coerência, fidedignidade e capacidade de retardar gratificações” (MILLER, p. 205). Afabilidade mede o grau de “cordialidade, gentileza, simpatia, empatia, confiança, complacência, modéstia, benevolência e pacificidade” (MILLER, p. 207); extroversão mede o grau em que a pessoa é “gregária, falante, engraçada, expressiva, assertiva, ativa, socialmente autoconfiante e em busca de emoção” (MILLER, p. 211). Estabilidade mede o grau de “adaptabilidade, equanimidade, maturidade e resistência ao stress” (MILLER, p. 210).

Já a habilidade cognitiva mais relevante é a inteligência geral, ou o chamado Q.I (quociente de inteligência). Perceba que não se está falando de qualquer inteligência: Q.I mede o chamado fator “g”, um fator geral de habilidade cognitiva que explica 40% da variância entre testes de habilidades cognitivas específicas e é obtido a partir da “média das correlações de um teste com cada um dos outros testes” (PLOMIN, DEFRIES, MCCLEARN, MCGUFFIN, p. 146). Todos esses testes correlacionam-se positivamente (se você sai-se bem em um, tende a sair-se bem nos demais) e os testes para habilidades cognitivas mais complexas tem uma correlação positiva ainda maior (PLOMIN, DEFRIES, MCCLEARN, MCGUFFIN, p. 146).

Também o Q.I não explica todo o sucesso de aprendizado, já que “personalidade, motivação e criatividade também desempenham um papel na forma como a pessoa se sai na vida” (PLOMIN, DEFRIES, MCCLEARN, MCGUFFIN, p. 146). 1/3 da diferença genética entre as pessoas em aprendizado é explicado pela diferença de Q.I entre elas, 1/3 é explicado pela diferença em aprendizados específicos (por exemplo, de leitura em relação ao de matemática) e 1/3 é explicado pela diferença em um fator geral para o desempenho acadêmico, independente do Q.I (PLOMIN, DEFRIES, MCCLEARN, MCGUFFIN, p. 187). Habilidades de aprendizagem geneticamente não são a mesma coisa que a habilidade cognitiva geral, ainda que se sobreponham.

Dito isso, é importante perceber que os traços de personalidade e a habilidade cognitiva geral são estáveis ao longo da vida, moderada ou significativamente hereditários (dependendo do fator, de 30% à 60% da diferença entre as pessoas é explicada pela diferença genética entre elas) e predizem uma série de comportamentos e resultados que as pessoas terão em suas vidas. Isso significa também, portanto, que eles foram e são importantes na escolha de parceiros reprodutivos.

Geoffrey Miller resume como a orientação política relaciona-se com estes 6 traços, em relação aos conservadores (objeto das preocupações de Pondé), aos progressistas que não defendem liberdade econômica (que, nos Estados Unidos, são denominados de “liberais” e são a esquerda majoritária do país), aos fascistas e aos libertários (que, nos Estados Unidos e aqui também, são os liberais que defendem liberdade econômica).

1) Os liberais (no sentido dos Estados Unidos) são “em média somente um pouco mais inteligentes que os conservadores, mas tendem a demonstrar uma abertura significativamente mais elevada (maior interesse em novidades e diversidade), nível mais baixo de conscienciosidade (menos aderência às normais sociais convencionais) e maior afabilidade (empatia mais abrangente e ‘corações sensíveis’).” (MILLER, p. 234)

2) Os conservadores “demonstram menor grau de abertura (mais tradicionalismo e xenofobia), maiores níveis de conscienciosidade (moralismo em relação aos valores da família, sentimento do dever, mentalidade cívica) e menor afabilidade (mais apoio teimoso e desumano para interesses próprios e nacionais).” (MILLER, p. 234)

3) Os fascistas “podem ser encarados basicamente como pessoas conservadoras com menor índice de estabilidade (mais medo, angústia, ansiedade e neurose) e um grau ainda mais baixo de afabilidade (somado a interesses agressivos em guerra, tortura e genocídio).” (MILLER, p. 234-235)

4) Os libertários “podem ser descritos basicamente como liberais com graus mais elevados de inteligência e conscienciosidade ligeiramente superior (fé em reciprocidade social e na ética do trabalho), uma afabilidade mais baixa (desgosto por exibições de simpatia exagerada) e uma dose extra de extroversão (entrosamento autoconfiante).”  (MILLER, p. 235)

Portanto, se exibir certas orientações políticas pode ajudar a predizer (mesmo que apenas por uma relação estatística e probabilística, não necessária) as habilidades comportamentais e cognitivas de uma pessoa, isso certamente será usado na hora de escolher parceiros sexuais. (Não exclusivamente, isso depende da estratégia sexual) E isso vale também para o conservadorismo.

Só que, por sinalizar e/ou estar correlacionado com algo diferente de uma posição de esquerda ou progressista, a orientação política de direita ou conservadora não será efetiva em atrair parceiros sexuais em determinados contextos.

Nesse ponto, remeto o leitor ao excelente tópico do livro “Spent” de Geoffrey Miller (que foi traduzido como “Darwin vai às compras”, um título mais chamativo…), “A ideologia como indicador de afabilidade”, onde ele mostra como exibir ideologias pode ser usado para indicar maior ou menor afabilidade que, por sua vez, a depender do contexto, uma coisa ou a outra será mais valorizada por potenciais parceiros reprodutivos. Transcrevo-o abaixo, boa leitura!

 ***

A ideologia como indicador de afabilidade

Por Geoffrey Miller. Original em “Darwin vai às compras” (título original: Spent), p. 340-344.

Jovens adultos de ambos os sexos frequentemente dedicam grandes quantidades de tempo, dinheiro e energia à sinalização de afabilidade por meio de suas ideologias. Por exemplo, numa primavera de 1986, houve uma repentina irrupção de excessiva afabilidade na Columbia University. Centenas de estudantes universitários invadiram o prédio da administração do campus e exigiram que a universidade vendesse todas as suas ações de empresas que faziam negócios na África do Sul. (Isso foi nos dias do apartheid, quando Nelson Mandela ainda estava na cadeia e os negros não podiam votar.) A espontaneidade, o ardor e a quase unanimidade das exigências dos estudantes eram desconcertantes. O que levaria norte-americanos majoritariamente brancos e de classe média a faltar aulas e arriscar ir para a cadeia por ocupar um prédio administrativo banal durante duas semanas, a fim de apoiar a liberdade política de pobres estrangeiros negros que viviam num país a 13 mil quilômetros de distância? O jornal conservador do campus publicou uma vinheta apresentando o protesto como um ritual primaveril anual de acasalamento, com folias dionisíacas pontuadas por slogans políticos sobre a causa arbitrária daquele ano. Inicialmente, a vinheta parecia condescendente, porém, retrospectivamente, pareceu conter alguma verdade. Embora os protestos atingissem os seus fins políticos somente de forma indireta e ineficiente, promoveram um acasalamento muito eficiente entre os jovens homens e mulheres que alegavam compartilhar ideologias similares. Todos pareciam namorar alguém que encontraram durante a ocupação. Em muitos casos, o compromisso político era muito tênue e o protesto terminou bem a tempo de os estudantes estudarem para as provas semestrais. Contudo, em certos casos, os relacionamentos sexuais facilitados pelo protesto duraram anos.

Parece cínico e perigoso sugerir que a exibição pública e barulhenta da ideologia dos indivíduos funcione como uma espécie de ritual de cortejo para atrair parceiros sexuais, porque existe o risco de trivializar o discurso político, que é exatamente o que a vinheta conservadora fez quando satirizou os protestos antiapartheid na Columbia. A melhor maneira de evitar essa armadilha é não ignorar a lógica da sinalização custosa do comportamento político humano, e sim analisá-la séria e respeitosamente como um exemplo dramático de exibição da personalidade.

Os seres humanos são animais ideológicos. Demonstram fortes motivações e capacidades para aprender, criar, recombinar e disseminar sistemas de ideias carregadas de valores, frequentemente com um desprezo virtual por qualquer evidência empírica que as solape. Contudo, sempre pareceu difícil prever a sobrevivência de ideologias conspícuas que se burlam da realidade empírica. Felizmente, a teoria da sinalização custosa não exige recompensas em termos de sobrevivência, mas sociais e reprodutivas. Se uma ideologia notavelmente exibida se relaciona de forma confiável a certas características de personalidade social e sexualmente desejadas, então a verdade empírica da ideologia é irrelevante. Com efeito, as ideologias que, do ponto de vista empírico, são as mais enganosas e autoprejudiciais podem, com frequência, constituir os indicadores de personalidade mais confiáveis.

Nas sociedades modernas, a grande maioria das pessoas tem pouco poder político, porém tem fortes convicções políticas que divulgam insistentemente, com frequência e em alto e bom tom, quando as condições sociais o favorecem (protestos políticos, jantares, segundo encontro de namorados). Esse comportamento desconcerta os economistas, que consideram qualquer atitude ideológica – até mesmo votar – como desperdício de tempo e energia que pouco beneficia os indivíduos. Não obstante, se considerarmos os ganhos individuais resultantes da expressão de um posicionamento político como mais sociais e sexuais, lançaremos luz sobre numerosos e antigos enigmas da psicologia política. Por que centenas de questionários mostram que os homens são, na média, mais conservadores, autoritários, orientados pelos direitos e menos guiados pela empatia do que as mulheres? Por que as pessoas normalmente se tornam mais conservadoras quando passam da jovem idade adulta para a meia-idade? Por que há mais homens que mulheres se candidatando a cargos políticos? Por que a maioria das revoluções ideológicas é iniciada por homens jovens e solteiros?

Nenhum desses fenômenos faz sentido caso os interpretemos como reflexos racionais de interesse político. Em termos políticos, econômicos, evolucionários e psicológicos, todos possuem interesses egoístas igualmente fortes, portanto todos deveriam engajar-se em quantidades iguais de comportamentos ideológicos, se estes funcionassem para patrocinar o interesse político. Não obstante, a teoria da seleção sexual nos ensinou que nem todos posseum interesses reprodutivos igualmente fortes. Os homens têm bem mais a ganhar dos inúmeros atos sexuais com múltiplas parceiras do que as mulheres, porque eles podem potencialmente produzir proles com centenas ou milhares de mulheres diferentes, enquanto elas só podem gerar cerca de uma dúzia de descendentes durante toda a vida. Consequentemente, os homens jovens deveriam ser particularmente atrevidos em seu comportamento reprodutivo, já que têm o máximo a ganhar e o mínimo a perder com um comportamento de galanteio arriscado (tal como tornar-se um revolucionário político). Essas previsões são evidentes para todos os teóricos da seleção sexual; menos óbvias são as maneiras como a ideologia política é utilizada para anunciar diferentes aspectos da personalidade do indivíduo no decorrer da vida.

Os adultos, especialmente quando jovens, tendem a tratar as orientações políticas alheias como traços de personalidade. O conservadorismo é interpretado como indício de uma personalidade ambiciosa e egoísta que terá desempenho excelente em proteger e suprir um parceiro sexual. O liberalismo [Nota = leia-se como progressismo, já que se trata da esquerda norte-americana] é enxergado como indicação de uma personalidade amorosa e empática, excelente para cuidar de crianças e construir relacionamentos. Tendo em vista a diferença sexual, bem documentada e universal em todas as culturas, no que diz respeito aos critérios de escolha de parceiros entre os seres humanos, em que os homens preferem mulheres mais jovens e férteis e as mulheres, homens mais velhos, ricos e de status elevado [Nota = vide esse texto para uma análise mais nuançada e elaborada pelo próprio Miller, em co-autoria com outros pesquisadores, da questão da diferença entre os sexos em escolha de parceiro sexual], a expressão de ideologias mais liberais pelas mulheres e de ideologias mais conservadoras pelos homens não causa surpresa. Os homens usam o conservadorismo político para alardear (inconscientemente) sua provável ascendência social e econômica; já as mulheres usam o liberalismo político para alardear habilidades de cuidado com a prole. A mudança que ocorre da juventude liberal para a meia-idade conservadora reflete um aumento relevante para o esforço de procurar parceiros sexuais, na ascendência social e no poder salarial, e não apenas uma mudança racional nos interesses próprios dos indivíduos.

De modo mais sutil, já que a procura por parceiros sexuais é um jogo social no qual a atratividade de um comportamento depende de quantas outras pessoas já se comportam assim, a ideologia política se desenvolve sob a dinâmica instável da imitação social e da escolha de estratégias, não apenas como um processo de simples otimização, considerando-se um conjunto específico de interesses próprios. Isso explica porque o corpo discente inteiro de uma universidade americana pôde agir repentinamente como se o destino político de um país que virtualmente desconhecia um ano antes importasse para eles. O modo consensualmente aceito de exibir a afabilidade simplesmente deslocou-se, de forma rápida e caprichosa, de um problema político a outro. Quando um número suficiente de estudantes decidiu que atitudes diante do apartheid eram o teste crucial para verificar se um indivíduo tinha coração tornou-se impossível para os outros permanecerem apáticos quanto a isso.

O que fazer para melhorar a sociedade se a maior parte das pessoas trata as ideias políticas como exibição de cortejos definidores de traços de personalidade, em vez de sugestões racionais para aperfeiçoar o mundo? A solução pragmática, para não dizer cínica, é trabalhar com a parte evoluída da mente humana, reconhecendo que os indivíduos reagem a ideias políticas não apenas como cidadãos preocupados com o sistema de governo moderno, mas também como primatas hipersociais em busca de status. Essa opinião não surpreenderá os marqueteiros políticos (peritos em sondagens de opinião pública, doutores na interpretação particular de informações, redatores de discursos) que ganham a vida explorando nossa concupiscência por ideologia, mas pode causar estranheza entre os cientistas sociais que possuem uma visão mais racionalista da natureza humana. Não obstante, para compreender grande parte do comportamento de consumo, precisamos reconhecer a natureza fundamentalmente ideológica de muitas decisões de compra e a maneira como todos usam produtos, de formas diferentes, para sinalizar traços de personalidade.

 Referências:

MILLER, Geoffrey. Darwin vai às compras: sexo, evolução e consumo. Tradução: Elena Galdano. Rio de Janeiro: BestSeller, 2012.

PLOMIN, Robert; DEFRIES, John C.; MCCLEARN, Gerald E.; MCGUFFIN, Peter. Genética do Comportamento. Tradução: Sandra Maria Mallmann da Rosa. Revisão técnica: Jeny Rachid Cursino Santos. Porto Alegre: Artmed, 2011.

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