About/sobre

Meu nome é Valdenor e criei este blog com o intuito de disponibilizar, resenhar, sistematizar e comentar materiais em consonância aos seguintes pontos:

A) O naturalismo filosófico/científico e o darwinismo estão firmemente amparados na lógica do raciocínio científico e no estado atual do saber acumulado pelas ciências naturais, respectivamente, de modo que devemos compreender a mente humana inteiramente como parte de um universo físico e produzida pela seleção natural como todos os outros animais, e compreender a ciência como justificada epistemologicamente não por uma inexistente garantia última de sua confiabilidade, mas por considerações pragmáticas relacionadas ao seu sucesso preditivo/explicativo.

As implicações da genética, da evolução e das reações comportamentais adaptativas em sentido darwiniano para a sociedade e o comportamento humanos devem ser abordadas a partir dos resultados da psicologia evolucionária, genética comportamental, antropologia evolucionária, neurociência, ciência cognitiva, ecologia comportamental e sociobiologia/biologia social.

Em suma, defendo uma visão darwiniana sobre o ser humano, que leve a sério a evolução, a genética e a biologia.

B)  Defendo uma opção preferencial pelos mais pobres e pelas minorias na hora de reduzir os danos ocasionados pela coerção do Estado e do capitalismo de compadrio sobre as vidas e liberdades das pessoas: maior autonomia e bem-estar para todos, especialmente os menos favorecidos, por meio da consolidação, ampliação e esclarecimento das redes de cooperação social voluntária, incluindo mercados abertos não manipulados politicamente.

Além disso, defendo a conservação das espécies selvagens, especialmente dos grandes primatas, por meio de projetos conservacionistas eficientes, e controle da poluição por meio de reparação civil por danos, tributos sobre efluentes e/ou direitos transferíveis de emissão de poluentes: cuidando do meio ambiente por meio de incentivos.

Em suma, liberdade pessoal, economia livre, justiça social e conservação ambiental (libertário bleeding heart – liberal social radical).

C) “Despretensão filosófica” é não pretender respostas definitivas ou acabadas, admitir os limites da racionalidade deliberada e consciente, e buscar soluções criativas para transformar questões misteriosas em perguntas passíveis de serem respondidas. Meus modelos para tal virtude epistêmica são Robert Nozick, Gerald Gaus, James M. Buchanan e David Schmidtz.

D) Conectando as duas temáticas do blog mais a “despretensão filosófica”, minha linha de raciocínio guarda muita afinidade com o projeto filosófico de Gerald Gaus, também encontrado em “Invariances” de Robert Nozick, de tomar como ponto de partida, para a justificação das instituições legais e regras sociais, não uma concepção teleológica de razão prática da qual se derive a racionalidade do “seguimento de regras”, mas sim um entendimento da natureza dos seres humanos como já sendo “seguidores de regras” (devido à evolução) e da natureza das emoções morais e atividades cooperativas que acompanham o “seguimento das regras”, o que implica também em uma ética naturalizada.

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