Lista de textos do blog

 

Para facilitar que os novos leitores encontrem as postagens mais antigas, decidi fazer essa lista em ordem cronológica. De baixo para cima, textos mais antigos aos mais novos. Em todos segue: título, data, resumo e link. São 75 textos no total. Boa leitura!

Se menor desigualdade de renda induzisse menor criminalidade, como faria isso? em 11/09/2014

 

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/11/11/se-menor-desigualdade-de-renda-induzisse-menor-criminalidade-como-faria-isso/

Por que o orangotango está em risco de extinção? em 11/09/2014

Traduzi texto da Orangutan Foundation International explicando o porquê dos orangotangos estarem correndo risco de extinção.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/11/11/por-que-o-orangotango-esta-em-risco-de-extincao/

A psicologia evolucionária não implica que homens preferem mais o sexo que as mulheres, em 10/09/2014

É correto dizer que a psicologia evolucionária conclui que homens preferem mais o sexo que as mulheres, ou que mulheres não são interessadas em sexo, meramente confirmando um estereótipo ocidental moderno de apenas alguns séculos atrás? Mostro que isso não é verdadeiro. Passando desde a hipótese sobre os efeitos da ovulação sobre as preferências sexuais femininas, até o embate entre modelos de seleção sexual dentro da disciplina, mostra-se que a psicologia evolucionária implica que homens tendem a ser mais promíscuos que as mulheres na média, mas nada implica que, necessariamente, homens prefiram mais o sexo que as mulheres, e muito menos que mulheres não sejam interessadas por sexo. (pela psi evolucionária, são sim)

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/11/10/a-psicologia-evolucionaria-nao-implica-que-homens-preferem-mais-o-sexo-que-as-mulheres/

Ser novo keynesiano e defender elevada liberdade econômica é possível, em 02/11/2014

Algumas pessoas temem só de ouvir o termo “keynesiano”, associando isso à defesa de uma economia planejada centralmente. Mas o fato é que o novo keynesianismo é a abordagem mais consolidada atualmente em macroeconomia, pela robusta evidência empírica em torno da rigidez nominal de preços/salários, e é plenamente possível ser novo keynesiano e defender o livre mercado. Em que pese eu prefira o monetarismo de mercado, este também adere ao insight central do novo keynesianismo, a rigidez nominal de preços/salários que impede um ajuste automático dos preços e leva à oscilação do produto da economia.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/11/02/ser-novo-keynesiano-e-defender-elevada-liberdade-economica-e-possivel/

Proibir ou regular o financiamento de campanha por empresas para evitar o capitalismo de compadrio? em 13/08/2014

Alguns defendem que, para evitarmos que as grandes empresas “comprem” os políticos por meio do financiamento de campanhas eleitorais, devemos proibir totalmente o financiamento de campanha por empresas. Aqui sugiro que essa posição tem alguns problemas e defendo uma regra alternativa: “O candidato que recebeu financiamento de campanha de empresas privadas não será autorizado, ao longo de todo o seu mandato, a votar em favor de projetos de lei ou aprovar políticas que de alguma forma beneficiem seletivamente as empresas que o apoiaram.”

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/08/13/proibir-ou-regular-o-financiamento-de-campanha-por-empresas-para-evitar-o-capitalismo-de-compadrio/

A falácia do capitalismo de compadrio dos tigres asiáticos que funcionou, em 10/08/2014

Alguns defendem que a ajuda do governo às indústrias nacionais – capitalismo de compadrio – é uma forma comprovada de tirar um país do subdesenvolvimento para o desenvolvimento, desde que as indústrias ajudadas sejam submetidas à disciplina do comércio internacional e sejam voltadas à exportação. Geralmente cita-se o exemplo de alguns “Tigres Asiáticos”. Aqui mostro que é falacioso considerar que tal política “deu certo” por razões econômicas. O capitalismo de compadrio foi um acordo político, que redistribuía grande parte da renda que seria obtida com o crescimento para as elites locais envolvidas com a indústria subsidiada, em troca de que estes elites locais aceitassem a abertura econômica e o maior livre comércio – estes últimos sim que propiciaram o crescimento econômico.

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Há uma relação direta entre limpar seu banheiro você mesmo e abrir sem medo um Mac Book no ônibus? em 01/08/2014

Comento o “Da relação direta entre ter de limpar seu banheiro você mesmo e poder abrir sem medo um Mac Book no ônibus”, de Daniel Ducs, onde este defende que a maior igualdade econômica reduz a criminalidade e, por isso, temos de defendê-la, comparando Brasil e Holanda. Mostro que esse raciocínio está errado, seja porque não está claro se maior igualdade de renda seja o fator principal para diminuir criminalidade, seja porque, mesmo se houver essa relação, buscá-la da forma como a Holanda faz (imposto de renda progressivo) é problemático, inclusive quando considerada a verdadeira justiça social, que é maximizar o bem-estar dos pobres, não impedir o luxo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/08/01/ha-uma-relacao-direta-entre-limpar-seu-banheiro-voce-mesmo-e-abrir-sem-medo-um-mac-book-no-onibus/

O que a tomada de decisão no jogo do Ultimato revela sobre a explicação do comportamento? em 28/06/2014

Aqui falo do jogo do Ultimato e o fenômeno da “rejeição de ofertas não equitativas”, que contradiz a predição da teoria econômica padrão. Na rejeição de ofertas não equitativas, há maior ativação da ínsula anterior (sistema emocional) do que do córtex pré-frontal dorsolateral (sistema cognitivo), e elas só são aceitas quando, em contraste, há maior ativação do córtex pré-frontal dorsolateral do que a ínsula anterior. Assim, a explicação do comportamento precisa levar em conta a interação entre processos neurobiológicos/psicológicos distintos (e até mesmo em direções contrapostas quanto ao resultado comportamental almejado) na determinação da resposta comportamental.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/06/28/o-que-a-tomada-de-decisao-no-jogo-do-ultimato-revela-sobre-a-explicacao-do-comportamento/

Simplicidade e consistência vertical entre as ciências, em 25/06/2014

Aqui demonstro o porquê da consistência vertical entre as ciências (consequência da vantajosa integração conceitual) ser importante na aquisição e validação do conhecimento produzido. A simplicidade como atributo pragmaticamente vantajoso da teoria (e consequência da medida em que objetos do universo compartilham certos caracteres) justificam a consistência vertical das ciências.

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A doutrina cristã da Trindade como avanço filosófico, em 22/06/2014

Demonstro que a consolidação da doutrina cristã da Trindade, efetuada pelos pais capadócios e consagrada no Concílio de Constatinopla em 381 d.C, foi um importante avanço filosófico, pela constatação de que uma ousia [natureza] inseparável e infinita pode ser compartilhada por hypostasis [pessoas] distintas, mas sem nenhuma separação entre estas. Possibilidade ontológica esta que, apesar de possível dentro do panorama da filosofia grega clássica, foi articulada apenas quando a problemática teológica de compreender o “Deus é um e três” na Igreja cristã conferiu os incentivos necessários para este exercício filosófico.

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Contra a praxeologia, a favor da ciência, em 21/06/2014

Aqui apresento os motivos para me opor à praxeologia (criada por Mises) enquanto método de obtenção de conhecimento sobre a ação humana. Na 1ª parte explico em que consiste a praxeologia. Na 2ª parte explico como a ciência opera para produzir conhecimento sobre o mundo e as razões pragmáticas para aderir a ela. Na 3ª parte, mostro que a praxeologia não satisfaz essas razões e, portanto, deve ser rejeitada. Uma importante sugestão avançada é que a praxeologia, assim como o positivismo lógico que critica, é uma forma de “fundacionalismo” em filosofia da ciência. (no caso, das humanas ou econômica)

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Quando a Corte Internacional de Justiça foi acionada para decidir sobre a propriedade de uma pintura, em 14/06/2014

Aqui comento o curioso caso em que uma pintura foi objeto de decisão na Corte Internacional de Justiça, em caso do Liechteinstein contra a Alemanha. A pintura era da família principesca do Liechteinstein e a Alemanha (quando conseguiu a posse da pintura) recusou-se a invalidar o confisco, realizado pela Checoslováquia, daquela pintura. A Checoslováquia confiscou bens de nacionais do Liechteinstein em 1946, que, apesar da neutralidade do Liechteinstein na guerra, foram considerados “alemães” e suas propriedades expropriadas sob justificativa de compensação pela guerra.

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Incompatibilidade das anistias de graves violações de direitos humanos com o Direito Internacional, em 07/06/2014

Disponibilizo aqui o tópico da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros (Guerrilha do Araguaia) vs. Brasil, em que a Corte fundamenta a incompatibilidade das anistias de graves violações de direitos humanos com o Direito Internacional. Penso eu que a Corte Interamericana de Direitos Humanos deixa bem demonstrado que essas anistias não são aceitáveis para o Direito Internacional (e com razão!).

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O que não te falaram da auto-tutela e da vingança privada como forma de impor o Direito? em 25/05/2014

Aqui mostro como uma comum narrativa sobre a vingança privada e a auto-tutela (como formas de impor o Direito) conduzindo a ciclos intermináveis de retaliação é errônea. O “1º sistema jurídico” (que eu ilustro com um caso do cotidiano jurídico brasileiro) foi caracterizado pelo uso, por parte da vítima, da ameaça da vingança privada como forma de pressionar o agressor a compensá-lo pelo dano causado. Assim, mostro como esse mecanismo simples leva a uma dinâmica social descentralizada onde as pessoas trocam a vingança por compensações de outra natureza, mesmo na ausência do Estado.

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Modelos políticos de processo civilizatório (centralizado x fragmentado) e o erro de Steven Pinker, em 27/04/2014

Steven Pinker defende que, para o declínio histórico da violência no mundo especialmente no Ocidente, foi essencial a transição de um modelo político descentralizado para um centralizado no Estado-nação. Mas aqui defendo que Pinker errou ao não observou que, paralelamente ao processo civilizatório do Estado-nação na Europa, houve o mesmo processo em países politicamente fragmentados, como Suíça (sistema cantonal) e Alemanha (no auge do Sacro Império Romano-Germânico, estima-se que haviam cerca de 294-348 Estados germânicos dentro do Império!).

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O ‘estado da arte’ da psicologia evolucionária – parte 4 (modularidade da mente), em 24/04/2014

Aqui explica-se o porquê da psicologia evolucionária favorecer explicações baseadas em “mecanismos de domínio específico”, ao invés de “mecanismos de domínio geral”. As explicações baseadas em mecanismos de domínio geral sofrem de quatro problemas principais: falha preditiva, explosão combinatória, pobreza de estímulo e especificidade de contexto. Com isso, a psicologia evolucionária favorece a modularidade da mente: a mente como um conjunto de mecanismos específicos e diferenciados de processamento de informação.

Link:  https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/04/24/o-estado-da-arte-da-psicologia-evolucionaria-parte-4-modularidade-da-mente/

Semelhanças entre David Friedman e Kevin Carson no anarquismo de mercado, em 19/04/2014

Aqui mostro a semelhança entre dois libertários bem diferentes: David Friedman, “anarcocapitalista”, e Kevin Carson, “anticapitalista de mercado”. Semelhanças sobre o processo para chegar na sociedade sem Estado; o futuro de pequenas empresas e associações colaborativas sem fins lucrativos; e o desenvolvimento de uma cripto-economia na internet como catalisadora da anarquia de mercado.

Tempo de internação e experimentação de mercado por tentativa e erro, em 18/04/2014

Aqui comento como o tempo ótimo de internação de pacientes depende não apenas do conhecimento científico, como também de experimentação e inovação de mercado por tentativa e erro. Puxo a discussão a partir das variações ocorridas no tempo de internação durante 1950 até hoje nos Estados Unidos, e o surgimento de uma divisão de trabalho entre médicos que atendem pacientes não internados e médicos que atendem pacientes internados.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/04/19/tempo-de-internacao-e-experimentacao-de-mercado-por-tentativa-e-erro/

Automação no setor financeiro, em 23/03/2014

Comento sobre as tendências de automação no setor financeiro, conforme texto de um blog dedicado à emergente “economia Robô”, onde conclui-se que isso conduz para empresas mais “magras”, fazendo mais com menos pessoas, enquanto mantém, e mesmo aumentam, a sua lucratividade.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/03/23/automacao-no-setor-financeiro/

Existem explicações biológicas para a cultura de estupro? em 21/02/2014

Defendo que é possível ser 1) um adepto da ciência naturalista, com explicações biológicas/evolucionárias para o comportamento humano; e 2) usar o termo “cultura de estupro”. Mostro que “cultura de estupro” deve ser encarada como uma classificação útil de práticas culturais, que precisam de uma explicação científica que vá além da “discriminação cultural contra a mulher”. Apresento, então, os caminhos pelos quais as bases biológicas/evolucionárias da “cultura de estupro” podem ser investigadas e esclarecidas. (o que não justifica de forma alguma essas práticas nocivas)

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/02/21/explicacoes-biologicas-para-a-cultura-de-estupro-existem/

Lugar de Darwin na história do mundo, em 13/02/2014

Em comemoração ao que seria o aniversário de Charles Darwin, mostro que o lugar de Darwin na história do mundo é ter mostrado o caminho para uma explicação científica que determina qual é o nosso lugar na história da vida neste planeta.

Link:  https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/02/13/lugar-de-darwin-na-historia-do-mundo/

Você poderá acessar as redes sociais no seu emprego do futuro em uma economia da máquina inteligente? em 12/02/2014

Aqui mostro, seguindo as previsões de Tyler Cowen para o impacto que uma nova economia impulsionada pela “máquina inteligente” (Inteligência Artificial avançada), que uma característica cada vez mais valorizada nos postos de trabalho do futuro será graus elevados de conscienciosidade.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/02/12/voce-podera-acessar-as-redes-sociais-no-seu-emprego-do-futuro-em-uma-economia-da-maquina-inteligente/

Coração mole e bom x cérebro frio e calculista: substitutos ou complementos? em 25/01/2014

Aqui mostro que um coração mole e bom, com sua atitude de preocupação pelos mais pobres e vulneráveis, e um cérebro frio e calculista, apto para rigorosa análise econômica, não são substitutos, mas sim complementos perfeitos no objetivo de realmente ajudar os mais pobres.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/01/25/coracao-mole-e-bom-x-cerebro-frio-e-calculista-substitutos-ou-complementos/

Temas tratados no 1º ano do blog, em 19/01/2014

Lista com todos os temas já tratados no 1º ano de blog.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/01/19/temas-tratados-no-1o-ano-do-blog/

Aniversário de 1 ano do blog – uma breve retrospectiva, em 18/01/2014

Aniversário do 1º ano do blog! Aqui conto para o leitor o que me levou a criar o blog, mostrando como minhas ideias em relação ao libertarianismo e ao naturalismo científico se desenvolveram, e brevemente listo as coisas mais interessantes que aconteceram ao longo desse ano.

Verdades e mitos sobre a desigualdade de renda nos Estados Unidos, em 17/01/2014

Aqui mostro que o aumento da desigualdade de renda nos Estados Unidos, desde a década de 70, é resultado de elevada demanda por trabalhadores qualificados, em uma economia voltada à inovação tecnológica. (o que é algo bom, inclusive expandindo os padrões de vida dos mais pobres)  Contudo, há um lado ruim nesta desigualdade que deve ser corrigido: parte da concentração da renda no topo deve-se aos ganhos excessivos para o setor financeiro, e mesmo para o jurídico, resultantes do crescimento da complexidade do governo e de sua disposição à “socializar os prejuízos” no setor bancário.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/01/17/verdades-e-mitos-sobre-desigualdade-de-renda-nos-estados-unidos/

O que é o libertarianismo bleeding heart, que concilia justiça social e liberdade econômica? em 16/01/2014

Republicação de um texto que publiquei originalmente no Mercado Popular, apresentando, de forma bastante completa, o que significa o libertarianismo bleeding heart, seu histórico, a possível tradução do termo e suas principais subdivisões.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/01/16/o-que-e-o-libertarianismo-bleeding-heart-que-concilia-justica-social-e-liberdade-economica/

Aniversário do Stephen Hawking e de 50 anos da guerra à pobreza nos EUA ontem, em 09/01/2014

Aqui encaminho o leitor para dois textos meus, um sobre a hipótese da criação espontânea do universo do Stephen Hawking, para homenageá-lo por seu aniversário, e outro avaliando a guerra à pobreza e o sistema de bem-estar social nos EUA, para fazer um exame crítico desses 50 anos e tirar lições para o Brasil. Deseja-se vida longa e próspera ao Stephen Hawking, e o fim da pobreza nos EUA e no mundo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/01/09/aniversario-do-stephen-hawking-e-dos-50-anos-da-guerra-a-pobreza-nos-eua-ontem/

O Universo é um almoço grátis? em 05/01/2014

Aqui abordo os dois raciocínios utilizados por Stephen Hawking, no livro “O Grande Projeto”, para defender a criação espontânea do universo a partir de nada. Um se baseia na aplicação da “soma das histórias de Feynman” ao universo dada uma condição sem-contorno, o outro se baseia na ideia de que a energia gravitacional (negativa) pode contrabalançar o total da energia (positiva) da matéria de modo que o universo tenha energia total nula e não tenha precisado de energia para ser criado.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2014/01/05/o-universo-e-um-almoco-gratis/

A genealogia da ética naturalizada, em 31/12/2013

Nesta postagem, formulo minha concepção sobre a naturalização da ética, em duas partes. Na primeira, falo de como penso que a ética deve ser abordada dentro da estrutura de um mundo objetivo, propondo um critério evolucionário para demarcar a diferença entre conteúdos éticos e não éticos e que forneça uma forma de “teoria da verdade como correspondência” para a ética. Na segunda, abordo a posição do Owen Flanagan, com o qual simpatizo, segundo a qual a ética normativa é uma parte da ecologia humana.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/12/31/a-genealogia-da-etica-naturalizada/

Sobre o naturalismo em ética e política: resposta à tréplica do professor André Coelho, em 30/12/2013

Minha resposta à tréplica do André Coelho. Agora focando na discussão sobre o Quine e o naturalismo metodológico, o status epistemológico da ciência pautado em motivos pragmáticos (não fundacionalistas), o porquê do naturalismo não ser uma mera extensão da evolução histórica do capitalismo liberal e, no final, três citações para inspirar o leitor às possibilidades advindas de uma posição naturalista em filosofia.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/12/30/sobre-o-naturalismo-em-etica-e-politica-resposta-a-treplica-do-professor-andre-coelho/

Sobre o naturalismo em ética e política – uma resposta ao professor André Coelho, em 28/12/2013

Aqui fiz uma resposta ao texto do André Coelho “Sobre o naturalismo em ética e política”, onde ele critica o naturalismo e dá espaço apenas para uma interação excessivamente fraca com o saber naturalista em filosofia moral e política. Como defensor do naturalismo em filosofia, eu explico os problemas que vejo em sua análise, em especial a ideia de “divergência justificada em relação ao saber naturalista”, pelo que defendo que uma “naturalização” ao menos parcial da filosofia moral e política é necessária.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/12/28/sobre-o-naturalismo-em-etica-e-politica-uma-resposta-ao-professor-andre-coelho/

Eleitores motivados pelo bem comum, mas cognitivamente enviesados: de boas intenções, o inferno está cheio (mas apostas nos tirariam de lá?), em 17/12/2013

Aqui mostro, segundo Brennan e Caplan, como o comportamento eleitoral é motivado pelo bem comum, mas é cognitivamente enviesado, de modo que leva a arranjos não eficientes, danosos. Abordo a ideia do Robin Hanson da “futarchy”: as políticas definidas por um mercado de previsão onde especuladores de mercado apostam em políticas que aumentariam o bem-estar nacional (e ganham em cima disso) conforme uma medida definida (e medida após o fato) pelos representantes eleitos. Por fim, delineio que, apesar de não se saber se a futarchy funcionaria ou não, o que realmente melhora a vida das pessoas é a cooperação e trocas voluntárias sob instituições estáveis adequadas, não as oscilações cíclicas da política padrão.

O que a consciência experiencial dos qualia pode trazer de novo ao conhecimento? em 29/11/2013

Apresento a refutação de Hill ao “argumento do conhecimento”:se você sabe todas as propriedades físicas da visão de um objeto vermelho, mas nunca viu algo vermelho, então ver algo vermelho te faz conhecer uma característica qualitativa (qualia) não redutível às propriedades físicas associadas à cor vermelha. Hill argumenta que o que há de novo é apenas que a representação mental da cor vermelha está sendo feita de uma maneira nova – por meio da forma de representação do sistema visual, não a do sistema conceitual da cognição. Com isso mostro, graficamente, o modo como possivelmente a representação da cor é feita pelo sistema visual.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/11/29/o-que-a-consciencia-experiencial-dos-qualia-pode-trazer-de-novo-ao-conhecimento/

A saúde privada seria uma mentira por causa do desempenho dos EUA em relação aos demais países desenvolvidos? em 24/11/2013

Aqui critico um texto que afirma que, em 8 gráficos, pode mostrar que a saúde privada não é eficiente pela comparação entre o sistema predominantemente privado de saúde dos EUA e os sistemas predominantemente públicos dos demais países desenvolvidos.  Demonstro que a análise é superficial, porque não leva em conta a dinâmica interação entre os sistemas, os efeitos sobre a inovação, a causa complexa da desigualdade de renda nos EUA, a ausência de correlação estável entre acesso à mais cuidados de saúde e a saúde da população (considerados globalmente) e as regulações que afetam a performance do setor privado nos EUA.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/11/24/a-saude-privada-e-uma-mentira-por-causa-do-desempenho-dos-eua-em-relacao-aos-demais-paises-desenvolvidos/

Uma solução para o paradoxo de Zenão sem o uso de infinitos, em 14/11/2013

Aqui apresento o paradoxo de Zenão e a forma como Goodstein o resolve sem usar infinitos, distinguindo entre um uso literal e um uso metafórico da expressão “se mover de um ponto para o outro”.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/11/14/uma-solucao-para-o-paradoxo-de-zenao-sem-o-uso-de-infinitos/

O erro científico do keynesianismo e a emergência da macroeconomia novo-clássica, em 08/11/2013

Aqui apresento o erro científico do keynesianismo: 1 – a ideia de uma relação estável entre inflação e desemprego, de modo que a Autoridade política poderia manipulá-la para obter pleno emprego através do aumento da inflação; 2 – a falta de “expectativas racionais” em seus modelos econométricos e outras restrições a priori nestes. A macroeconomia novo-clássica veio trazer “fundações de microeconomia” à macroeconomia, contrapondo-se aos dois erros keynesianos mencionados.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/11/08/o-erro-cientifico-do-keynesianismo-e-a-emergencia-da-macroeconomia-novo-classica/

Justiça social, no estilo de livre mercado, em 02/11/2013

Aqui apresento a formulação de uma “justiça social, no estilo de livre mercado” por John Tomasi, denominada de “equidade de livre mercado”.  Aqui, justiça social é a maximização da riqueza controlada pessoalmente pelos trabalhadores mais pobres da sociedade, por intermédio de instituições que favoreçam o crescimento econômico e a competição sem privilégios em mercados livres e abertos.  O que importa não é diminuir a desigualdade relativa, mas sim aumentar o total de riqueza disponível para os mais pobres ao longo do tempo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/11/02/justica-social-no-estilo-de-livre-mercado/

“Por que você não pode ser consciente e não pode renunciar ao xadrez feito de marfim de elefantes?”, em 30/10/2013

Aqui apresento o porquê de questionamentos como o do título serem inadequados. Conforme a ética ambiental de David Schmidtz, mesmo se dois grupos de pessoas compartilham os mesmos valores sobre o meio ambiente, suas prioridades podem entrar em conflito, tendo em vista os diferentes custos que os indivíduos de cada grupo terão de suportar.  Exemplo: o fim da caça de elefantes pode significar, para um brasileiro, o fim do consumo de jogos de xadrez feito de marfim; para um africano pobre, pode significar não alimentar seus filhos.  Logo, para resolução de conflitos ambientais, uma abordagem de negociação win-win de interesses ambientais é preferível à de regulação simbólica unilateral para mostrar que nos importamos com a natureza.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/10/30/por-que-voce-nao-pode-ser-consciente-e-renunciar-ao-xadrez-feito-de-marfim-de-elefantes/

Parto humano e cooperação social, em 28/10/2013

Determinada atividade cooperativa muito antiga é, muitas vezes, negligenciada no retrato científico feito acerca da cooperação social entre os mais antigos hominídeos: a assistência no parto entre fêmeas/mulheres (a atividade de “parteira”). Apresento, então, a hipótese da paleontóloga Karen Rosenberg, segundo a qual, na evolução dos hominídeos, o bipedalismo “obrigatório”, associado com a expansão do tamanho do crânio do feto, tornou o parto sozinho muito arriscado e inseguro, levando à fixação de um padrão comportamental de cooperação no parto, que poderia ter sido evolucionariamente adaptativo para diminuir a mortalidade infantil e materna.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/10/28/parto-humano-e-cooperacao-social/

É melhor pensar em como você pode estar errado ou se os outros estão? Entre o pensador libertário e o libertário pensador, em 23/10/2013

Aqui apresento qual seria a atitude intelectual mais correta: refletir mais sobre como você pode estar errado, do que se os outros estão. Saliento, então, a diferença entre um pensador libertário (que produz filosofia para defender o libertarianismo) e um libertário pensador (que põe à prova seu libertarianismo em suas investigações filosóficas), para defender que a 2ª postura deve predominar sobre a 1ª. Demarco ainda que a “despretensão filosófica” é uma virtude epistêmica, e dou o exemplo dos filósofos Robert Nozick e David Schmidtz, de como eles incorporaram essa virtude epistêmica em seu filosofar.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/10/23/e-melhor-pensar-em-como-voce-pode-estar-errado-ou-se-os-outros-estao-entre-o-pensador-libertario-e-o-libertario-pensador/

Supervisão dos provedores privados do Direito: anti-trust estatal x neighborhood watch anarquista, em 05/10/2013

Em seguimento do texto anterior, apresento uma proposta alternativa à do Robin Hanson de uma regulação estatal anti-trust das agências privadas provedoras de arbitragem e de segurança: a existência de um complexo integrado de neighborhood watch (vigilâncias de vizinhança) completamente voluntário, estabelecido por meio de uma convenção constitucional que o capacitasse à supervisão jurídica das agências de arbitragem e de segurança. Essa minha proposta é parecida com a do Hanson, só que é pensada para um cenário anarquista. (assim como a do Hanson, não se sabe se essa minha proposta funcionaria)

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/10/05/supervisao-dos-provedores-privados-do-direito-anti-trust-estatal-x-neighborhood-watch-anarquista/

E se fosse o Direito produzido privadamente, mas sob supervisão anti-trust do governo? em 04/10/2013

Aqui apresento a ideia de ordem legal policêntrica onde o Direito é provido por agências de arbitragem e de segurança não-estatais, e como aplicar incentivos de concorrência para melhorar as ordens legais (por competição entre Estados ou entre fornecedores privados do Direito) a partir de 2 exemplos: arbitragem online e a reforma constitucional no Liechtenstein. Apresento também duas objeções a essa ideia de ordem legal policêntrica, e considero que, potencialmente, uma resposta a essa objeção poderia ser permitir a produção e aplicação do Direito por agências privadas, mas manter um governo central que aplique lei anti-trust para impedir o conluio entre aquelas agências. (permanece a questão de se isso daria certo)

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/10/04/e-se-fosse-o-direito-produzido-privadamente-mas-sob-supervisao-anti-trust-do-governo/

Diminuindo o tamanho do Estado, mas aumentando a ajuda social aos mais pobres, em 23/09/2013
Aqui defendo que é possível diminuir o tamanho do Estado, inclusive diminuir o montante destinado à ajuda governamental aos mais pobres, e, ainda assim, aumentar a ajuda governamental aos mais pobres, desde que programas governamentais sejam substituídos por transferências fiscais diretas. Comento a proposta de Flanigan segundo a qual um programa de ajuda do governo só é justificado se provar que faz melhor pelos mais pobres do que os próprios pobres fariam por si mesmos se recebessem o dinheiro. Por fim, usando o caso dos vouchers educacionais da Suécia, mostro que a questão de diminuir o poder da e o gasto com a burocracia importa inclusive para países não flagrantemente disfuncionais no âmbito social.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/09/23/diminuindo-o-tamanho-do-estado-mas-aumentando-a-ajuda-social-aos-mais-pobres/

Cláusulas do contrato social para constituição do Leviatã Hobbesiano, em 22/09/2013

Com base em John Rawls, monto aqui um “Modelo de Contrato Social para Constituição do Leviatã Hobbesiano”, com as cláusulas pelas quais duas pessoas poderiam realizar o contrato social tal como proposto por Thomas Hobbes, para constituir o Soberano absolutista. No final, deixo a pergunta se um contrato dessa natureza seria executável em uma sociedade libertária e se não seria idêntico a um contrato de escravidão voluntária, e deixo minha ponderação de que nem todos os contratos voluntários devem/precisam ser executáveis em uma sociedade libertária.

“O Homem Reversível” (Alan Moore), curvas temporais fechadas e o Biocosmos, em 21/09/2013

Aqui comento a história em quadrinhos “O Homem Reversível”, série “Distorções Temporais”, com roteiro do aclamado Alan Moore, publicado na Juiz Dredd Megazine nº 5, na qual um homem experimenta sua vida “de trás para frente”. Com isso comento sobre a possibilidade de curvas temporais fechadas, nas quais eventos futuros podem causar eventos do passado, e sobre a hipótese do Biocosmos Egoísta, segundo o qual a evolução da vida tem um papel na replicação cosmológica. A conclusão impressionante é a da possibilidade de que o “fim” do universo no futuro (em um big crunch) venha a causar o “início” do universo no passado (no big bang), de modo que o universo se auto-cria; e que a vida com inteligência altamente evoluída participe disso, de modo que a vida seja sua própria mãe.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/09/21/o-homem-reversivel-alan-moore-curvas-temporais-fechadas-e-o-biocosmos/

O ‘estado da arte’ da psicologia evolucionária – parte 3 (falseabilidade/testabilidade), em 20/09/2013

Aqui dou continuidade à série, abordando um paper que esclarece o estado da arte da psicologia evolucionária, na parte em que esclarece a falseabilidade e testabilidade das hipóteses em psicologia evolucionária, que hipotetizam um mecanismo psicológico evoluído e fazem uma previsão sobre características ainda não conhecidas ou documentadas do mecanismo, que podem ou não ser corroboradas pelos testes empíricos. Apresenta também hipóteses que já foram confirmadas, e hipóteses que já foram refutadas, por meio de testes empíricos, e, assim, o status científico dessa disciplina é demonstrado.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/09/20/o-estado-da-arte-da-psicologia-evolucionaria-parte-3-falseabilidadetestabilidade/

Paradoxo da impossibilidade do ótimo de Pareto liberal: formulação por Amartya Sen, respostas de Gerald Gaus e James Buchanan, em 14/09/2013

Aqui explico o paradoxo lógico da Impossibilidade do Ótimo de Pareto Liberal formulado pelo Amartya Sen em 1970, segundo o qual o critério de respeito à liberdade individual conflita com o princípio do Ótimo de Pareto. Apresento a resposta de Gerald Gaus e de James Buchanan: Gaus compartilhando da conclusão do próprio Sen sobre valorizar mais a liberdade individual do que a melhoria de Pareto quanto às preferências individuais sobre o que outros fazem; Buchanan criticando o a definição de Sen do respeito à liberdade, por não considerar trocas mutuamente benéficas sobre recursos possuídos separadamente, o que tornaria o paradoxo apenas o caso já conhecido da ineficiência de ajustamento independente ou Equilíbrio de Nash quando há externalidades relevantes de Pareto.

Aplicando o princípio da igual liberdade de Rawls às instituições econômicas, em 09/09/2013

Aqui mostro como James Buchanan aplicou o princípio da igual liberdade de John Rawls às instituições econômicas, defendendo que a aplicação do princípio nesse âmbito exigiria um “sistema de liberdade natural” como o de Adam Smith, com livres mercados operantes, acabando com uma série de restrições, incluindo o salário mínimo. Destaco ainda que o próprio Samuel Freeman destacou que John Rawls opunha-se ao salário mínimo e preferia o imposto de renda negativo.

O mito do Estado Liberal do século XIX: liberalismo clássico como oposição (e esquerda), em 04/09/2013

Aqui apresento o modo como liberais clássicos que viveram o século XIX enxergavam este século e chego a uma conclusão impressionante:  dizer que o século XIX viu o triunfo do liberalismo clássico e do Estado Liberal é um mito, uma vez que o liberalismo clássico à época denunciava a emergência de uma plutocracia burguesa, resultante das novas formas de conexão entre o Estado e o capital/indústria possibilitadas pelo desenvolvimento industrial, que usava o aparato estatal para obter benefícios/privilégios às custas de todos e que corrompia as instituições básicas para uma ordem social justa.

Intervenção humanitária, Síria e libertarianismo, em 01/09/2013

Aqui argumento que muitos libertários estão usando argumentos incorretos para ser contra a intervenção humanitária na Síria. Mostro que a justificativa apresentada pelo Obama não é neoconservadora, que nem todas as intervenções humanitáriassão mal sucedidas, causando muito mais mortes, e que existe certo fundamento jurídico em uma ação militar contra a Síria no Direito Internacional. Sem entrar no mérito se essa intervenção específica é justificada, considero que intervenções humanitárias bem sucedidas podem ser um instrumento para proteção da população civil que está sofrendo massacre ou limpeza étnica pelo seu próprio Estado e que, quando isso for realmente o caso, haveria um legítimo intervencionismo contra um Estado criminoso.

E se os escravos tivessem tido direitos trabalhistas, haveria escravos até hoje? em 29/08/2013

Considero, seguindo Bryan Caplan, que se os escravos tivessem recebido direitos trabalhistas, desde que tal regulação fosse rígida o suficiente, todos os escravos teriam sido libertados por seus donos e não haveria mais interesse em adquirir novos, pelo alto custo de mantê-los. As mesmas razões apoiam o fato de que, num cenário de trabalho livre, a regulação trabalhista aumenta o desemprego, dificulta a entrada no mercado de trabalho e diminui a pressão econômica para melhores salários/condições laborais. Um esquema de ajudas financeiras aos mais pobres, sem regulação trabalhista, é muito mais benéfico ao trabalhador do que a regulação que tenta protegê-lo e proíbe certas opções de contratação.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/08/29/e-se-os-escravos-tivessem-tido-direitos-trabalhistas-haveria-escravos-ate-hoje/

Imposição indireta do trabalho (Recomendação nº 35 da OIT) e o libertarianismo, em 27/08/2013

Aqui exponho o conteúdo da Recomendação nº 35 da OIT, com 3 itens acerca de imposição indireta de trabalho, que complementou a Convenção nº 29, sobre trabalho forçado, ambas de 1930. Com isso demonstro que os itens II e III da Recomendação, sobre a retirada de restrições legais que aumentam artificialmente a demanda (e necessidade) do trabalho assalariado ou que limitam as opções de emprego à disposição do trabalhador, seriam melhor satisfeitos em um arranjo legal libertário, que resultaria em uma maior liberdade do trabalho.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/08/27/imposicao-indireta-do-trabalho-recomendacao-no-35-da-oit-e-o-libertarianismo/

Macacos pagos desigualmente: aversão à desigualdade em primatas não humanos, em 26/08/2013

Em atenção ao vídeo “Dois Macacos Pagos Desigualmente” circulando no facebook, explico o que se busca com esse tipo de experimento e o porquê de seus resultados serem extrapoláveis para a compreensão da emergência de um senso de justiça em humanos. A aversão à desigualdade é um mecanismo psicológico que serve para impedir o desfalque na parcela individualizada do produto de esforço comum (p. ex. caçada cooperativa), e que possivelmente serviu de pré-adaptação à emergência da capacidade humana de criação de regras éticas refletindo um senso de justiça, uma vez que os ancestrais humanos eram caçadores-coletores que realizavam caçada cooperativa e, assim, obtinham a ingestão calórica necessária às demandas energéticas de um cérebro maior.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/08/26/aversao-a-desigualdade-em-primatas-nao-humanos/

Reformas liberais pragmáticas, neoliberalismo, Brasil e a alma do liberalismo clássico, em 24/08/2013
Aqui alerto contra encarar as inegáveis reformas em prol da liberalização e abertura de mercados no fim do século XX e início do XXI como vitórias sem ambiguidade do liberalismo. A incompletude dessas reformas é sintoma da ausência de influência da “alma do liberalismo clássico” (James Buchanan), de encarar o liberalismo como caminho para a libertação humana nas menores escalas, e não apenas de eficiência para geração de renda e emprego em escala macro.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/08/24/reformas-liberais-pragmaticas-neoliberalismo-brasil-e-a-alma-do-liberalismo-classico/

Dois princípios de justiça para liberais neoclássicos: liberdade e justiça social, em 23/08/2013

Aqui, com base nos dois princípios neo-rawlsianos do Kevin Vallier, defendo que duas coisas fazem uma sociedade ser justa: 1) Amplas e robustas liberdades civis, econômicas e políticas; 2) Justiça social = crescimento econômico + melhoramento das oportunidades + um mínimo de renda/bens básicos, garantido para todos, abaixo do qual não se possa cair acidentalmente.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/08/23/dois-principios-de-justica-para-liberais-neoclassicos-liberdade-e-justica-social/

O ‘estado da arte’ da psicologia evolucionária – parte 2 (bases teóricas), em 12/08/2013

Aqui dou continuidade à série, começando a exposição de um paper que esclarece o estado da arte da psicologia evolucionária. São abordados o propósito e bases teóricas desta disciplina, como a diferença entre adaptação, subproduto e ruído; diferença entre explicação remota e explicação próxima; definição de adaptação psicológica; a concepção da mente humana como conjunto integrado de mecanismos especializados evoluídos; algumas questões de divergência; e os métodos utilizados para testar hipóteses.

Que todos possam ter o suficiente para si, mesmo que alguns tenham mais do que outros! em 27/07/2013

Aqui explico o que é o ‘suficientarianismo’, segundo o qual a justiça social requer de nós, não igualdade econômica, mas sim que todos tenham o suficiente para si. Assim, a desigualdade econômica não importa por si mesma, pois o que importa é se alguns não tem o suficiente para satisfazer necessidades básicas.

A aquisição econômica como propósito final da vida e o “espírito do capitalismo”, em 19/07/2013

Nesse texto, descrevo o que seria o “espírito do capitalismo” para Max Weber (e incorporado no personagem “Tio Patinhas”), como contraposto ao tradicionalismo e ao desejo irracional predatório por dinheiro/posses, e comento dois modelos econômicos baseados na relevância empírica dessa “atitude” para o crescimento econômico e a industrialização. Por fim, pontuo que esse “espírito”, que busca o acúmulo de capital e a criação de riqueza como fins em si mesmos, tem levado ao aumento do bem-estar absoluto dos mais pobres, dos níveis absolutos de oportunidades e opções dos mais pobres ao longo do tempo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/07/19/a-aquisicao-economica-como-proposito-final-da-vida-e-o-espirito-do-capitalismo/

Revisando a ideia de duas formas de feminismo: padrões de gênero importam?, em 04/07/2013

Nessa postagem brevemente critico a distinção difundida entre “feminismo de equidade” e “feminismo de gênero”, e proponho uma distinção dual mais abrangente para substitui-la: a de que todo feminismo defende direitos iguais para homens e mulheres, e se preocupa com seu gozo efetivo, mas existe um feminismo que não se preocupa em confrontar padrões de gênero para isso e um feminismo que confronta padrões de gênero, tomando como exemplo paradigmático a diferença entre licença-maternidade e licença parental compartilhada.

O ‘estado da arte’ da psicologia evolucionária – parte 1 (introdução), em 28/06/2013

Nesse texto, comento um pouco sobre a polarização que ocorre em torno do status científico ou não da psicologia evolucionária, e como isso dificulta achar uma exposição imparcial da mesma. Também apresento um texto do Jerry Coyne, onde este (apesar de conhecido como crítico da psicologia evolucionária) reconhece o status científico dessa disciplina e indica um paper de 2010 que faz essa exposição imparcial que é tão difícil de achar. E anuncio que, nas próximas postagens, já estarei apresentando esse paper e seus excelentes esclarecimentos sobre as questões, controvérsias, perspectivas e limites dessa disciplina científica.

Qual o papel do Estado no transporte coletivo? Direitos de meio-fio, desregulação e redistribuição, em 22/06/2013

Aqui abordo os papéis negativo e positivo que o Estado deve assumir quanto ao transporte coletivo. O papel negativo seria o de não impedir a livre concorrência, e o papel positivo seria o de dar condições para que esse mercado funcione bem. Em especial, abordo a ideia de que o Estado deveria definir direitos de meio-fio para ônibus-lotação. Por fim, pontuo como a redistribuição direta como suporte aos mais pobres seria melhor que uma redistribuição indireta que subsidia tarifas e distorce o mercado de transporte coletivo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/06/22/qual-o-papel-do-estado-no-transporte-coletivo-direitos-de-meio-fio-desregulacao-e-redistribuicao/

Relação entre a escalada de protestos no Brasil e a redução nos “custos de protestar”, em 20/6/2013

Nesse texto uso uma abordagem de teoria da escolha pública para avançar uma tentativa de explicação para a escalada de protestos no Brasil e as proporções assumidas. Minha principal tese é que uma troca mutuamente benéfica entre manifestantes originais e “caronistas”, permutando “flexibilização interpretativa” do protesto (para integrar reivindicações mais gerais) por apoio ao próprio protesto com manutenção da pretensão de diminuir a tarifa, reduziu drasticamente os custos envolvidos no ato de protestar para muitos jovens. Mas abordo também abordo pontos anteriores e posteriores a isso.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/06/20/escalada-de-protestos-em-todo-o-brasil-e-reducao-nos-custos-de-protestar/

Liberdade de apropriação e de troca x coercitividade da propriedade e dos contratos, em 14/06/2013

Aqui procuro demonstrar a natureza coercitiva da propriedade e dos contratos, a existência de sistemas menos coercitivos de proteção da liberdade de apropriação e de troca do que o sistema de propriedade e de contratos executáveis, e as razões pelas quais liberais/libertários devem aceitar esse incremento na coercitividade representado pelo sistema de propriedade e de contratos executáveis, uma vez que essa coercitividade maior possibilita o desfrute de mais benefícios da livre troca e beneficia a cada indivíduo, desde que o direito à propriedade não seja absolutizado e que nem todos os contratos voluntários sejam executáveis.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/06/14/liberdade-de-apropriacao-e-de-troca-x-coercitividade-da-propriedade-e-dos-contratos/

Libertários bleeding heart são libertários de esquerda? – conversa que tive com Roderick Long, em 11/06/2013

O texto gira em torno de uma conversa que tive com Roderick Long, importante expoente do libertarianismo de esquerda e que escreve também no blog “Bleeding Heart Libertarians” (aliás, é o criador desse termo), sobre a relação entre ‘left-libertarianism’ e ‘bleeding heart libertarianism’, em especial na sua versão ‘forte’ ou ‘liberal neoclássica’. Aproveito para comentar sobre o que é o chamado “livre mercado anticapitalista”, deixo referências de sites em português e inglês para achar material desta corrente, apresento minhas afinidades com o “anticapitalismo de livre mercado” apesar de minhas muitas discordâncias em relação a ele, e tiro conclusões a partir da conversa com Long sobre se o liberalismo neoclássico que defendo pode ser considerado uma corrente mais para a esquerda no cenário libertário.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/06/11/libertarios-bleeding-heart-sao-libertarios-de-esquerda-conversa-que-tive-com-roderick-long/

Arranjos institucionais libertários devem impor o cumprimento de qualquer contrato voluntário? em 03/06/2013

Aqui mostro a importância de se pensar em um arranjo institucional adequado no tocante à imposição do cumprimento de contratos voluntários, em uma sociedade livre. Defendo que nem todos os contratos voluntários devem ser válidos e/ou executáveis em uma ordem jurídica libertária, uma vez que é possível encontrar exemplos em que a imposição de contratos voluntários leva à violação de outros valores fundamentais mantidos por libertários, tais como os de que a concorrência deve ser livre no mercado, de que o Estado deve tratar a todos igualmente sem discriminação racial e que o Estado deve proibir e punir o homicídio e o estupro.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/06/03/arranjos-institucionais-libertarios-devem-impor-o-cumprimento-de-qualquer-contrato-voluntario/

Custos de oportunidade arcados pelos pobres na opção entre redistribuição e produção, em 25/05/2013

A partir da “experiência de pensamento” proposta por Jason Brennan em torno de “fairnessland” (Equidadelândia) e “paretosuperiorland” (SuperiorDeParetolândia), discuto como a opção por maior redistribuição que beneficia os mais pobres agora pode ser prejudicial aos pobres por privar-lhes de maior renda no futuro que adviria caso tivessem optado por maior produção que beneficia os pobres muito mais após certo tempo. Portanto, considerados os custos de oportunidade, redistribuir é custoso também para os pobres. Contudo, também discuto as razões que podemos ter para redistribuir agora, desde que respeitando as capacidades (não apenas desenvolvendo-as, conforme crítica de David Schmidtz ao Amartya Sen) e a liberdade econômica (aplicando o ‘Value Dominance criterion of betterness’ do Nozick em “Invariances”).

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/05/25/custos-de-oportunidades-arcados-pelos-pobres-na-opcao-entre-redistribuicao-e-producao/

Evolução e acaso – transcrição de discussão que tive com o professor André Coelho – parte 2 de 2, em 22/05/2013

Parte final da transcrição de discussão que tive com o professor André Coelho, graduado em Direito, com mestrado em filosofia e doutorando em filosofia, acerca do papel do acaso dentro da teoria da evolução por seleção natural, a partir de um desafio proposto por ele à mim. Conforme já falado sobre a 1ª parte, eu abordo, em especial, o que seria acaso no uso científico e o modo como a seleção natural é uma explicação da evolução que não pode ter ocorrido por simples acaso.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/05/22/evolucao-e-acaso-transcricao-de-discussao-que-tive-com-o-professor-andre-coelho-parte-2-de-2/

Evolução e acaso – transcrição de discussão que tive com o professor André Coelho – parte 1 de 2, em 22/05/2013

Primeira parte da transcrição de discussão que tive com o professor André Coelho, graduado em Direito, com mestrado em filosofia e doutorando em filosofia, acerca do papel do acaso dentro da teoria da evolução por seleção natural, a partir de um desafio proposto por ele à mim. Eu abordo, em especial, o que seria acaso no uso científico e o modo como a seleção natural é uma explicação da evolução que não pode ter ocorrido por simples acaso.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/05/22/evolucao-e-acaso-transcricao-de-discussao-que-tive-com-o-professor-andre-coelho-parte-1-de-2/

Liberais neoclássicos são libertários? em 18/05/2013

A partir de dois textos de autoria de Jason Brennan, abordo que, em um sentido amplo de defesa do livre mercado, direitos de propriedade e uma sociedade aberta e tolerante, liberais neoclássicos são libertários, mas, em um sentido estreito que concorde com a noção de que um regime de propriedade privada que deixe sistematicamente muitas pessoas na miséria sem culpa pessoal seja legítimo e justo por respeitar direitos de propriedade e de não agressão e que, portanto, justiça social e promoção da liberdade positiva não seriam critérios avaliativos para a estrutura básica da sociedade e para os resultados do mercado, liberais neoclássicos não seriam libertários.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/05/18/liberais-neoclassicos-sao-libertarios/

Da justificativa para aceitação do neodarwinismo e da natureza das objeções ao neodarwinismo, em 13/05/2013

Apresento qual é a justificação para aceitar o neodarwinismo e de que modo as objeções ao neodarwinismo precisariam ser para refutá-lo, ao invés de apenas mostrar áreas que ainda não foram suficientemente explicadas pela teoria. Considero que muitas objeções anti-neodarwinistas são “argumentos de ignorância” sofisticados, e que o neodarwinismo deve ser aceito, porque não existe nenhum outro mecanismo conhecido, que não a seleção natural, que causa naturalmente funcionalidade complexamente organizada no design herdado de seres vivos não domesticados, e não foram encontradas barreiras intransponíveis à sua operação em larga escala.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/05/13/da-justificativa-para-aceitacao-do-neodarwinismo-e-da-natureza-das-objecoes-ao-neodarwinismo/

Economia neoclássica, Nova Macroeconomia Neoclássica e libertarianismo bleeding heart, em 08/05/2013

Descrevo o que seria a economia neoclássica e a Nova Macroeconomia (Neo)Clássica, e pondero sobre o uso que libertários bleeding heart fazem da economia neoclássica, ao invés de escolas econômicas heterodoxas, tais como os austríacos ou os mutualistas. Minha conclusão é que isso é positivo.

Link:  https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/05/08/economia-neoclassica-nova-macroeconomia-neoclassica-e-libertarianismo-bleeding-heart/

Vida e mente como sistemas físicos – ou: ausência de descontinuidades entre vida, mentes, qualias e a Natureza física, em 25/04/2013

A partir da definição apresentada por Paul M. Churchland para vida e inteligência, e da teoria de Christopher Hill acerca dos qualia como ou aparências de objetos exteriores ou propriedades de vários tipos de distúrbios do corpo, mostro que, assim, a natureza física, a vida, a mente e os qualia não apresentam descontinuidades intransponíveis, de modo que tudo é produto de interações que, em seus menores elementos constitutivos, podem ser descritas por meio da física.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/04/25/vida-e-mente-como-sistemas-fisicos-ou-ausencia-de-descontinuidades-entre-vida-mente-qualias-e-a-natureza-fisica/

Extrativistas da Amazônia e arranjos institucionais libertários, em 23/04/2013

Defendo que, dada a ressalva lockeana para apropriação original da terra (e a otimização kantiana que dela decorre), libertários devem apoiar o direito dos extrativistas, oriundo de seu uso tradicional de espaços da floresta. Entretanto, em que pese o avanço representado pelas RESEXs enquanto instituto para proteger esses direitos no Brasil, direitos de propriedade mais robustos sobre a terra devem ser reconhecidos aos extrativistas, inclusive para que estes possam beneficiar-se de mercados abertos e incrementar seu padrão de renda, ao mesmo tempo em que apresentariam incentivos para zelar pela não degradação de suas terras.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/04/23/extrativistas-da-amazonia-e-arranjos-institucionais-libertarios/

Neoliberalismo x liberalismo neoclássico, em 21/04/2013

Abordo a diferença entre neoliberalismo, enquanto uma liberalização econômica promovida por negociação política, coordenação intergovernamental e organizações internacionais com especial atenção aos efeitos macroeconômicos, e o liberalismo neoclássico, enquanto filosofia política acadêmica que defende a consistência entre liberdade econômica robusta como direito básico e a justiça social como critério de avaliação dos resultados produzidos pelas instituições sociais. Está dividido em 5 categorias, relativas ao contexto de ambos, ao caráter da liberdade econômica, à possibilidade de captura por interesses especiais, à liberdade econômica como direito que interessa a quem, e à questão da reforma dos gastos sociais, mais uma avaliação comparativa como conclusão.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/04/21/neoliberalismo-x-liberalismo-neoclassico/

O que é o modelo padrão das ciências sociais? (tabula rasa nas ciências sociais) em 12/04/2013

Usando a referência dos criadores da expressão “Modelo Padrão das Ciências Sociais”, John Tooby e Leda Cosmides, apresento a descrição que eles fizeram desse modelo e um pouco da crítica que fizeram ao mesmo. Modelo esse de explicação nas ciências sociais que ignora a biologia e que pretende explicar o comportamento humano como inteiramente “socialmente/culturalmente aprendido”, a partir de uma (suposta) mente maleável, sem conteúdos inatos e dotada da capacidade de aprender. Portanto, um modelo tabula rasa que deve ser rejeitado.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/04/12/o-que-e-o-modelo-padrao-das-ciencias-sociais-tabula-rasa-nas-ciencias-sociais/

Como a Teoria da Escolha Pública explica a mobilização no caso Feliciano, em 07/04/2013

Após abordar o que seria a economia da escolha pública, busco fazer uma primeira aproximação de como essa teoria pode explicar o porquê da diferença entre a mobilização intensa ocorrida contra a nomeação do pastor Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados do Brasil e a fraca (ou mesmo ausente) mobilização contra a entrada de Genoíno e Paulo Cunha na Comissão de Constituição e Justiça. A explicação residiria nos incentivos existentes para os atores políticos que mobilizam contra Feliciano, pelo interesse de expandir sua influência e credibilidade no processo decisório em Brasília para alcance de suas bandeiras políticas, mesmo que eles considerassem igualmente ruim a entrada de Genoíno e Paulo Cunha na outra Comissão.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/04/07/como-a-teoria-da-escolha-publica-economia-explica-a-mobilizacao-no-caso-feliciano/

Guia básico (versão condensada) para o liberalismo neoclássico em 14 frases curtas, em 30/03/2013

Apresento, em 14 frases curtas, os pontos tratados na postagem “Guia básico para o liberalismo neoclássico (versão ‘forte’ do libertarianismo bleeding heart)”, de modo a fornecer uma apresentação rápida às ideias liberais neoclássicas.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/03/30/guia-basico-para-o-liberalismo-neoclassico-em-14-frases/

Guia básico para o liberalismo neoclássico (versão “forte” do libertarianismo bleeding heart), em 30/03/2013

Defendo que o liberalismo neoclássico é a versão forte do libertarianismo bleeding heart conforme referida por Matt Zwolinski no blog BHL e faço um resumo do ensaio “Classical Liberalism” de Jason Brennan e John Tomasi, que trazem os principais pontos para entender o liberalismo neoclássico. Está dividido nas seguintes categorias: introdução ao liberalismo neoclássico; o status da liberdade econômica; o conceito de liberdade e garantias; igualdade vs o que realmente importa; métodos de construção social; justiça social; teoria ideal vs fatos; conclusão.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/03/30/guia-basico-para-o-liberalismo-neoclassico-versao-forte-do-libertarianismo-bleeding-heart/

O vigilantismo é justificado quando o Estado deixa de compensar sua proibição? em 26/03/2013

Abordo aqui a justificação apresentada por Nozick ao Estado mínimo e sua tese de que a agência de proteção dominante pode legitimamente proibir o vigilantismo, desde que forneça aos “independentes” o serviço de proteção em face de seus “associados”. Desse modo, defendo que o vigilantismo seria justificável quando o Estado deixa de compensar sua proibição e abordo a defesa de “vigilantismo justificado” em tribunais proposta por Kelly Hine como meio de discutir a adequação ou não de atos vigilantes em determinados contextos. Concluo que é melhor viver onde o Estado compensa essa proibição.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/03/26/o-vigilantismo-e-justificado-quando-o-estado-deixa-de-compensar-sua-proibicao/

Integração conceitual: a inconsistência com as ciências naturais como critério para rejeitar ideias nas ciências humanas, em 23/03/2013

Mostro que, enquanto as ciências naturais já se encontram integradas conceitualmente, as ciências humanas não estão. Com isso defendo que existe um critério de consistência com as ciências naturais que pode excluir ideias nas ciências humanas: se uma ideia formulada no âmbito das ciências humanas é reconhecidamente falsa e/ou inviável segundo o conhecimento que temos nas ciências naturais, então aquela ideia deve ser rejeitada.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/03/23/integracao-conceitual-a-inconsistencia-com-as-ciencias-naturais-como-criterio-para-rejeitar-ideias-nas-ciencias-humanas/

Liechtenstein: o tom libertário da Constituição de um principado potencialmente absolutista, em 21/03/2013

Abordo como, apesar da Constituição atual do Liechtenstein atribuir poderes potencialmente absolutistas ao Príncipe-regente (em especial pelo veto), trata-se de uma Constituição que atribui direitos políticos libertários ao povo, pois o Principe-regente não pode vetar a abolição da monarquia por voto do povo e qualquer município pode, por voto da maioria, separar-se do Estado. Isso tem relação com o fato do príncipe Hans-Adams II (hoje não mais regente) ser um libertário e a concepção arraigada do sistema político do Liechtenstein como parceria entre a casa principesca e o povo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/03/21/liechtenstein-o-tom-libertario-da-constituicao-de-um-principado-potencialmente-absolutista/

Libertarianismo bleeding heart como ótimo de Pareto sobre valores de liberdade e justiça social, em 15/03/2013

Abordo como Nozick demonstra, em “Invariances”, que o ótimo de Pareto como critério da economia do bem-estar não satisfaz a condição de um parâmetro avaliativo invariante entre todas as culturas, contudo, um critério de dominância de Pareto aplicada aos valores mantidos por cada sociedade existiria como metavalor comum, que ele denomina de Value Dominance criterion of betterness. Com isso, mostro que o libertarianismo bleeding heart almeja uma melhoria de Pareto em relação ao libertarianismo e outras posições políticas: sustentado o valor central da liberdade pessoal econômica, busca-se melhorar a situação dos valores relativos à justiça social, sem piorar a situação daquele.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/03/15/libertarianismo-bleeding-heart-como-otimo-de-pareto-sobre-valores-de-liberdade-e-justica-social/

Sobre a imagem do blog: a cooperação voluntária como função evolucionária da ética e centro do libertarianismo, em 14/03/2013

Explico o porquê de ter escolhido a imagem de um grupo de chimpanzés para o blog (oriunda do “Sociobiology” do Edward O. Wilson), por intermédio da “Sociobiology” de Wilson e do livro “Invariances” de Robert Nozick, de modo que representaria a cooperação voluntária que serve de função evolucionária para a ética e de valor central para o libertarianismo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/03/14/sobre-a-imagem-do-blog-a-cooperacao-voluntaria-como-funcao-evolucionaria-da-etica-e-centro-do-libertarianismo/

Desigualdade cognitiva em um mercado meritocrático e estratificação cognitiva da renda – Parte I: evidências analisadas, em 26/02/2013

Abordo as evidências apresentadas por Richard Herrnstein e Charles Murray, em “The Bell Curve”, e as apresentadas por Brink Lindsey, em “The Human Capitalism”, de que a desigualdade cognitiva em um mercado cada vez mais meritocrático como o dos EUA tem como efeito a estratificação cognitiva da renda, correlacionando maior inteligência com maior renda e incrementando a desigualdade de renda.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/02/26/desigualdade-cognitiva-em-um-mercado-meritocratico-e-estratificacao-cognitiva-da-renda/

Estado gerente x Estado seguradora (em Jason Brennan): “secure people dare” (Socialdemokraterna sueco), em 22/02/2013

Abordo a distinção feita por Jason Brennan entre “Administrative State” e “Social Insurance State” e sua relevância para o liberalismo clássico. Dado que o “Social Insurance State” (que eu chamo de Estado seguradora) pode ser aceito por liberais clássicos, abordo o slogan do Partido Social-Democrático sueco “secure people dare” e a importância de uma rede de segurança social para o individualismo escandinavo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/02/22/estado-gerente-x-estado-seguradora-em-jason-brennam-secure-people-dare-socialdemokraterna-sueco/

A eugenia aplicada à reprodução humana é impossível? E os direitos humanos tem algo a ver com isso? em 10/02/2013

Pontuo que, apesar da eugenia ser empiricamente possível dada a base genética dos caracteres humanos (ainda que não 100% determinada geneticamente e/ou inflexivelmente), sua legitimidade moral é questionável. Pontuo que a eugenia positiva, de matiz voluntária, poderia ser aceita como dentro da esfera de decisão da pessoa e que o Direito Internacional dos Direitos Humanos já tem começado a lidar com esse assunto. Por fim, considero um parâmetro “aberto” que afaste o uso da eugenia para excluir direitos das pessoas por sua composição gênica.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/02/10/a-eugenia-aplicada-a-reproducao-humana-e-impossivel-e-os-direitos-humanos-tem-algo-a-ver-com-isso/

A evolução por seleção natural como decorrência lógica de observações – parte I: fatos simples, em 08/02/2013

Foco em como, segundo Robert Foley, o mecanismo da seleção natural é passível de verificação, e que as condições de sua operação já foram verificadas e são bem compreendidas, de modo que, presentes essas condições na natureza, a seleção natural decorrerá necessariamente. Também pontuo que esse mecanismo, na ausência de impedimentos intransponíveis à sua operação no modo como a genética funciona, pode causar mudanças evolucionárias em larga escala.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/02/08/a-evolucao-por-selecao-natural-como-decorrencia-logica-de-observacoes-parte-i-fatos-simples/

Sobre os pontos de vista defendidos neste blog e os temas principais dele, em 07/02/2013

Esclareço que tipos de temas desejo debate, afirmo quais posições adoto acerca desses temas e demarco as posições que serão criticadas. Por outro lado, reafirmo a necessidade de autocrítica às minhas próprias correntes filosóficas preferidas. Pontuo ainda que este é o primeiro blog direcionado à discussão do bleeding heart libertarianism em língua portuguesa e/ou no Brasil, sendo poucas e esparsas as menções existentes na internet em língua portuguesa anteriores ao meu blog (mas algumas boas traduções!).

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/02/07/sobre-os-pontos-de-vista-defendidos-neste-blog-e-seus-temas-principais/

Proteger trabalhadores sem retirar liberdades econômicas deles mesmos e de seus empregadores – em Jessica Flanigan, em 01/02/2013

Apresento as ideias expostas pela Jessica Flanigan, em quatro postagens suas no blog BHL. Agrupo-as em quatro categorias: coerção; o erro da “democracia no local de trabalho” (workplace democracy); propostas para melhorar a condição dos trabalhadores sem retirar liberdades econômicas deles mesmos e dos empregadores; direitos e liberdades de empregadores e empregados. Dessa forma, soluções para melhorar a situação dos trabalhadores devem ser adotadas, respeitando as liberdades econômicas das pessoas envolvidas. As propostas dela são: Renda Básica Universal; investigação e punição do assédio sexual; fronteiras abertas e imigração livre; registro público de queixas trabalhistas contra empresas.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/02/01/proteger-trabalhadores-sem-retirar-liberdades-economicas-deles-mesmos-e-dos-empregadores-em-jessica-flanigan/

Introduzindo libertarianismo e suas variantes III: hard-line x bleeding heart, em 30/01/2013

Apresenta a distinção entre libertarianismo hard-line (linha-dura) e libertarianismo bleeding heart (do coração mole/ferido). Explica como a linha-dura libertária levou à axiomatização rígida do libertarianismo na auto-propriedade e direitos absolutos de não interferência, enquanto o libertarianismo de coração mole/ferido comporta três grupos: libertários padrão de direita contigentemente ‘bleeding heart’, esquerda anarquista de mercado ‘bleeding heart’ e a versão forte libertária ‘bleeding heart’.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/01/30/introduzindo-libertarianismo-e-suas-variantes-iii-hard-line-x-bleeding-heart/

Introduzindo libertarianismo e suas variantes II: libertarianismo de esquerda x de direita, em 24/01/2013

Apresenta a distinção entre libertarianismo de direita e de esquerda. Também fala sobre o que Roderick Long denomina de “populismo libertário”, e que pode ser associado com a direita libertária.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/01/24/introduzindo-libertarianismo-e-suas-variantes-ii-libertarianismo-de-esquerda-x-de-direita/

Introduzindo libertarianismo e suas variantes I: definição de libertarianismo, em 22/01/2013

Começo aqui uma série de três postagens que introduzem o leitor ao contexto do libertarianismo político discutido no blog. Este post tem como alvo fornecer uma definição para o libertarianismo.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/01/22/introduzindo-libertarianismo-e-suas-variantes-i-definicao-de-libertarianismo/

Apresentação do blog, em 18/01/2013

Exponho o porquê da criação do blog, seus temas e a explicação para seu título.

Link: https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/2013/01/18/apresentacao-do-blog/

3 respostas em “Lista de textos do blog

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